Dilma: Pangaré por Alazão

É verdade que cavalo dado não se olha os dentes, como bem concordou comigo o Fábio Malini, mas sério mesmo que tem alguém acreditando que as “bondades” (que na verdade são apenas OBRIGAÇÃO) de Dilma com indígenas, LGBTs e etc são frito de nada mais que cálculo político diante de uma situação desesperadora (para o PT)?

Não me venham com “Dilma não fez antes por causa do congresso” porque Dilma tem o congresso em peso contra ela e MESMO ASSIM ela tem feito o que é de sua alçada.

Seja em benefício da(o)s trans: http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/04/28/dilma-assina-decreto-que-permite-transexuais-usarem-nome-social-em-orgaos-federais.htm

Seja em benefício dos indígenas: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1765199-dilma-mandou-acelerar-demarcacoes-indigenas-diz-ministro.shtml

Seja no reajuste do Bolsa Família proposto pra primeiro de maio.

Boas medidas? Ótimas. Mas sejamos honestos, não vieram nem por bondade dela e nem porque a tal “guinada à esquerda” chegou. Diante da inevitabilidade de sua queda (ou ao menos de seu afastamento), Dilma achou aí a forma de tanto manter setores mobilizados por ela nas ruas (na esperança de que sejam capazes de reverter a decisão final do Senado), quanto de viabilizar o PT para 2018.

Não apenas o PT terá um discurso vitimista para usar (de novo) em 2018, quanto terá uma meia dúzia de ações positivas para apresentar que, em 2018, serão encaradas como medidas positivas e ponto, sem qualquer tipo de matização ou preocupação com as intenções reais e o desespero envolvido.

Sim, cavalo dado não se olha os dentes, se aceita, mas COMPRAR o cavalo (em 2018) são outros 500, assim como ganhar um pangaré e achar que é um alazão.

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