Ou aprovam a PEC ou o Brasil quebra, a previdência precisa mudar
KanyE
2

Errado. A PEC não resolve nada na previdência, esse é outro papo, ela apenas congela investimentos em saúde e educação os considerando meros “gastos”, além de praticamente congelar o salário mínimo que não teria mais ganhos reais. Só quem se prejudica são os mais pobres, como de costume.

Como escreveu mais cedo o Leandro Demori:

O principal é: não entra mais dinheiro novo no sistema. Caso seja regulamentada como parece hoje, a PEC cria um sistema fechado de grana. Nesse bolo só entra moeda para repor a inflação. Em 10 anos, com crescimento do PIB, o Estado terá o mesmo tamanho de hoje. Gastos em áreas sensíveis podem até crescer na medida que outros diminuirem, e tem um limite óbvio que é a completa exclusão de algumas áreas em detrimento de outras. Pode-se começar cortando os supérfluos, mas eles são finitos. O enxugamento da máquina vai até a sobrevivência inevitável de áreas como educação, saúde, segurança, transporte público.
A leitura por trás é que o setor privado vai trazer esse dinheiro que a União pretende cortar enquanto faz poupança. É um freio em relação à última década, quando o governo foi o grande comprador da economia.
A aposta é que isso leve o PIB pra cima. A se cumprir o roteiro, uma série de privatizações, que talvez não aconteçam porque aí pode acabar a amizade: afinal, as empresas estatais são a razão de vida de muitos políticos e empresários.
A questão que me ponho é: eu também quero um Estado menor que esse atual porque não gosto de uma empresa do tamanho da União concentrando muito poder em diversos setores. Mas não haveria outro modo de se fazer isso? Congelar o orçamento é dizer ao povo que o que nossos serviços públicos são bons ou que ao menos o bolo do dinheiro é suficiente, basta geri-lo melhor. Difícil acreditar.

Mais:

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.