Raphael, te sigo no face tem um tempo (e abro um parentese pra dizer que concordo com 95% das suas…
Gabriel Esteves
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Gabriel, antes de mais nada obrigado por acompanhar o que eu escrevo.

No mais, golpe pressupõe uma alteração grave da institucionalidade, uma quebra. Não aconteceu. Golpe é um conceito político e jurídico, não funciona isoladamente. Não há como usar fato posterior (Temer atentando contra a CLT) para dizer que houve um golpe anterior. E tampouco houve qualquer quebra institucional que justifique dizer que houve golpe contra a constituição, oras, o partido dito golpeado segue participando da institucionalidade (inclusive aliado país afora com os tais golpistas).

Não houve quebra. Não há golpe. Claro, você pode considerar “golpe” nos mesmos moldes que uma pancada, uma rasteira, mas juridicamente não aconteceu nada além do rito normal de impeachment. Um processo de um ano com amplo direito de defesa por parte do PT/Dilma.

Eu considero a aprovação da lei de terceirização como um golpe, mas num sentido bastante amplo, sem qualquer aporte jurídico. A repressão apoiada pelo PT em 2013 foi um golpe contra a esquerda, mas não desde uma perspectiva jurídica, ou seja, a perspectiva de ilegalidade e crime como o PT quer tentar vender o impeachment.

O impeachment não foi ilegal, logo, não foi um golpe no sentido que o PT tenta vender.

Em termos eleitorais não vejo qualquer opção imediata. A esquerda está esfacelada. Não há nomes. Ciro é um coronel, Luciana é um arremedo saído de um DCE, Marina só tem a história dela… A esquerda tem que se concentrar em se reconstruir, em começar da base, em se afastar do PT e começar de novo e não em simplesmente seguir tentando eleger um ou outro pra participar do mesmo jogo canalha que o PT participou por 13 anos.