Muito interessante o artigo, mas acho que a tese da Frente Ampla é absolutamente irreal. Pese o capachismo do PSOL diante do PT, duvido que uma aliança formal pudesse ser formada. O PSTU muito menos, o PCB jamais. O PT talvez conseguisse algo com o PCO (parecem ter comprado o partido tem já alguns meses). A Rede tem noção do que o PT fez com eles (e com a Marina) e jamais embarcariam. O PT só tem um caminho: Seu derradeiro e doloroso fim — que não precisa ser o fim do partido em si, mas seu fim enquanto representante da esquerda e, penso eu, seu fim enquanto esquerda em si.
O PT não tem qualquer intenção de abandonar sua posição de superioridade (numérica) diante de outras forças, e outras forças pese apoiarem o PT sempre que este precisa (mesmo que depois distribua sapatadas) não iriam embarcar novamente num projeto furado (os fundadores do PSOL foram expulsos, os do PSTU idem, vale lembrar).
O que vai acontecer só o tempo dirá, para ficarmos num clichê. O que eu vejo, no entanto, são amplos setores da esquerda incapazes de assumir a frente. Estão confortáveis à reboque do PT. Estão tranquilos em sua posição minoritária e quase tapa-buraco.
Sem um rompimento completo não há alternativa. Logo, eu penso diametralmente oposto de você — pese concordar com as análises, mas não com a conclusão: O PT precisa ser isolado, superado, desidratado e deixado para morrer.