O dia D termina em impasse: Catalunha poderá se tornar independente dia 27 de outubro

27 de outubro de 2017 será provavelmente a data da independência Catalã. Hoje foi o Dia D (https://is.gd/3t2vah), em que tudo ficou claro e todas as cartas foram postas na mesa, sexta marcará o dia da resolução final.

Após aprovar o artigo 155 da Constituição Espanhola, o PP tornou inevitável o caminho da independência catalã. O PP junto ao PSOE e C’s, que juntos representam a MINORIA do parlamento catalão, passaram por cima dos votos da população da Catalunha e decidiram suspender a autonomia da região e tomar o controle da TV3 para transformá-la em uma filiar da TVE, cujos funcionários protestaram por não ser independente e apenas passar a versão pró-Espanha dos acontecimentos — membros da TV3 e Radio Catalunya informaram que estudam não aceitar a imposição de um comando espanhol às instituições (https://is.gd/cHIIV5).

O governo Espanhol acredita-se no direito de suspender a soberania popular catalã ao forçar novas eleições à revelia das autoridades da Catalunha — e paira o perigo de que ilegalizem formações soberanistas, como fizeram com a esquerda Abertzale basca, levando o risível PSE-EE ao poder há alguns anos.

Após um protesto com cerca de meio milhão de pessoas pela libertação de Sànchez e Cuixart, presos políticos (https://is.gd/SGvJyA), Puigdemont, o President da Catalunya, foi à TV anunciar que irá convocar um pleno do Parlament para, até sexta-feita, votar a declaração de independência e cortar os laços com a Espanha.

Claro, se existir um Parlament até sexta e a Espanha não invadir com tanques de guerra e violência o território Catalão — mas lembrando que os parlamentares do PdeCat, ERC e CUP (a maioria) já assinaram o documento de independência, suspenso por Puigdemont, ou seja, o pleno no Parlament é mais uma demonstração de força e de respeito pela democracia do que exatamente o passo fundamental.

Nas palavras do deputado da ERC, Gabriel Rufian:

“República en legítima defensa.”