A caneta e a varinha: ou como eu me relaciono com a escrita
Carol Chiovatto
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nossa, e como me identifico. no geral eu só escrevo diários nean (pense em uma pessoa autocentrada hahaua), mas tanto nisso quanto nas poucas e malfadadas aventuras que cometi na ficção, a questão que você levanta sobre a velocidade com que a caneta dá conta de registrar os pensamentos é muito real pra mim. eu sinto que, quando to criando algo do zero (em oposição a traduzir), os pensamentos já fazem uma pre-edição na minha mente, e estar com a caneta no papel, registrando tudo um pouco mais devagar, ajuda a manter o andamento da esteira haha. no teclado, os dedos terminam a frase e precisam estacar, porque o pensamento ainda tá trabalhando na próxima. talvez com os generation z isso vá mudar, galera que já nasceu digitando no pc ou no celular desde o comecinho e hoje nem aprende mais a escrever em cursiva. mas confesso que ficar pensando, dilapidando ideias na minha cabeça enquanto olho as linhas e a textura do papel me parece muito menos árido e hostil do que fazer essa pausa enquanto observo o cursor piscando no word, na luz fria da tela

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