O primeiro semestre de um garoto de programa
O início de 2017 foi um tanto quanto diferente na minha vida, estava de ressaca do final de 2016, quando descobri que 4 pontinhos me separaram da segunda fase do vestibular mais concorrido do país e os festas de final de ano foram as mais decepcionantes da minha vida por passá-las jogando League of legends e terminando How i met your mother. Logo no início do ano novo, descobri que havia passado no vestibular de uma grande universidade, a mesma da qual havia feito o colégio e bem próxima de casa, o que servira de prêmio de consolação por não ter passado na primeira fase do outro vestibular.
Após a matrícula, não sabia o que esperar do curso, afinal fazia pouco tempo que havia decidido cursar ciência da computação e tinha pouco mais de um mês para estudar um pouco sobre o curso e sobre o que estaria por vir.
O primeiro dia chegara, estava bastante nervoso como em todo bom “primeiro dia” até que cheguei na faculdade (em uma chuva colossal) e descobri que o primeiro dia era uma apresentação da faculdade no auditório com todos os “bichos” (calouros em universitês) o que me deixou um pouquinho mais tranquilo. O segundo dia foi a apresentação do curso, agora no prédio do curso, com o pessoal que estava lá com os mesmos propósitos que eu. O terceiro dia foi o dia do famigerado trote. A priori, decidi ir pra aula, não estava me sentindo a vontade com aquela algazarra toda, até que cheguei na sala e vi que estava rolando a apresentação da biblioteca, por uma bibliotecária que falava devagar e muito baixo. Decidi então ir para o trote, afinal só se vive uma vez e confesso que foi uma experiência divertida. Não quero me alongar pois o trote merece um texto específico, mas adianto que voltei para casa sem as sobrancelhas e aguentei zoeiras por aproximadamente um mês.
Após o término de todas essas formalidades, as aulas oficialmente estavam por começar, já estava me enturmando, as aulas eram legais, eu finalmente estava descobrindo que acertei em cheio na escolha. Vou citar cada matéria e contar minhas experiências com cada uma:
Organização de computadores:
Organização foi a primeira matéria que eu tive, não sabia muito bem o que esperar dela, mas sem dúvida foi a que eu mais tive dificuldade. Em suma, organização de computadores trata do funcionamento do hardware, o comportamento dos componentes. No inicio do semestre eu fui razoavelmente bem. O problema é que eu era meio irresponsável e ficava vendo vídeos e ouvindo música durante as aulas, tanto que minhas notas baixaram e eu precisei apelar para uma prova substitutiva para não pegar exame e poder pegar DP na matéria. No final das contas, estudei um pouco mais, e acabei passando logo na prova sub.
Introdução à programação:
Essa foi de longe a matéria mais polêmica do semestre. Particularmente, eu gostei bastante, peguei fácil até porque a linguagem estudada era Python, que era bem facinha mesmo. Acho que apenas algumas estruturas eram um pouco mais complexas de se montar, mas raciocinando um pouco dava pra chegar na resposta para os exercícios. Raciocinar, por sinal, é algo que eu venho aprendendo a fazer ao longo do curso. A polêmica veio nas provas. O professor era um cara legal, a aula dele era boa, mas o que ele tinha de bom, ele tinha de macabro. Confesso que a primeira prova dele foi bem tranquila, fui relativamente bem, mas poderia ter ido muito melhor se ele não aplicasse os descontos mirabolantes que o deixaram conhecido, sendo o pivô da maior polêmica do semestre. Ok, entendo que o interpretador as vezes não lê um código, mas e quando ele lê? Tecnicamente está correto, mas segundo nosso professor, estava errado. Muita gente no final do semestre pegou exame por causa disso, confesso que na ultima prova eu fui mal, mas passei pelo desempenho no começo.
Tecnologia Web:
Tec Web foi uma matéria bem divertida, confesso. Aparentemente, a professora era meio irresponsável, mas era legal. Aprendemos a usar html e css, a parte artística do curso. Confesso que pequei nessa matéria, por irresponsabilidade, passei com prova sub nessa também, mas em algum momento eu vou estudar um pouco mais sobre front e back-end, e criar um site, apesar de cansativo, foi divertido e ver o resultado no final do semestre foi uma sensação bem gostosa.
Fundamentos de computação e sistemas:
Essa matéria foi uma que eu aprendi a gostar. Essa matéria basicamente é um resumo de tudo que vamos aprender ao longo do curso, uma introdução a tudo, desde conversão de bases numéricas até princípios de segurança digital. O mais curioso nessa matéria, era o professor. Apelidado por nós como “homão da porra”, pois ele além de ser poliglota, era o coordenador do curso e fazia tudo quanto é coisa. Quase um Rodrigo Hilbert. Essa matéria foi fechada sem muitos esforços.
Computção aplicada:
Ter aula com um pseudo hippie foi bem bacana. A matéria era uma apresentação dos laboratórios do curso. Basicamente, a nota era a presença nas aulas, não tinha provas e apenas alguns questionários. O professor era super legal, dava umas aulas muito boas e espero ter alguma matéria com ele no futuro.
Laboratório de programação:
Essa matéria me ajudou bastante a aprender a programar. Nessa matéria, nós fazíamos exercícios extras de python, a professora era MUITO bacana, super paciente e ajudava em qualquer questão (por mais ridícula que fosse). Eu não esqueço nunca dessa matéria pois foi em uma aula dessas que um exercício conseguiu me tirar do sério, e , pela primeira vez, percebi que essa jornada de quatro anos será longa e difícil, mas no final vai valer a pena.
Inglês/Ética:
Minha experiência com inglês foi bem curta, não ia nas aulas pois já sabia que poderia passar na prova de dispensa da matéria. Após dispensado, só precisei fazer uma prova da matéria para garantir, o que foi bem tranquilo mesmo. Quanto a ética, achei uma matéria bem bacana, o professor era jovem, então não dava aquelas aulas chatas de humanas que professor velho costuma dar. Eu jurava que iria me ferrar nessa matéria, mas passei até que tranquilamente.
Em resumo, meu semestre foi isso. Claro que em alguns momentos me senti meio cansado e sobrecarregado, afinal, trabalhar e estudar o dia inteiro não é para qualquer um. Espero ao longo do curso poder compartilhar mais coisas por aqui, até para ajudar aqueles que assim como eu, estavam indecisos sobre o curso em si.
Qualquer coisa, me chama no twitter: @mikelithoris
CYA!
