Aprendendo a amar

Tenho pensado muito sobre o amor. Não que antes eu não pensasse, mas venho pensado nele agora como algo diferente. Talvez seja o passar dos anos, talvez seja por conta dos maravilhosos encontros com que a vida tem me brindado. Mas enfim, pensar o amor se tornou algo importante e urgente na minha vida.

E não, não falo desse amor romântico de caixinhas de música e finais felizes. Falo desse amor sem grandes artifícios, desse amor simples que nasce do respeito, da admiração, da amizade e também do desejo.

E aí, pensando nesse amor e pensando nas tantas pessoas que amo, me pergunto por que eu, você, nós não verbalizamos o amor? Por que esse medo de dizer e de ouvir um “eu te amo” que nada pede ou exige, um “eu te amo” que apenas acolhe, conforta e sinaliza que não estamos sozinhos?

Sim, a palavra amor está muito carregada de expectativas e por consequência, frustrações. Mas é importante terntarmos nos livrar delas. Tenho encarado esse processo lento e por vezes doloroso, porém posso afirmar que é muito, muito libertador.

No entanto, não adianta que eu apenas reivente ou redescubra o sentido do amor, quando digo para o outro que o amo, talvez ele crie as mesmas velhas expectativas de sempre e se assuste porque pra ele ser amado pode ser algo pesado, um fardo grande demais pra ser carregado.

Decidi que não quero mais que seja um problema verbalizar meu amor, porque a partir do momento que eu me relaciono com alguém de maneira íntima e profunda, e isso vale tanto para amigos como para amantes, existe um relacionamento amoroso, existe amor. Não consigo me relacionar de outra maneira, com outra perspectiva que não seja de amor. Sou uma “amadora” literalmente e quero poder espalhar aos quatro cantos esse sentimento.

Precisamos nos despir da ideia de que declarar nosso amor é de certa forma perder. Ora, isso não é um jogo, não pode ser. Não há vencedores ou perdedores, existem somente aprendizes.

Tenho pensado muito sobre o amor, sobre esse jeito atrapalhado que temos de amar e de sermos amados e confesso que a cada dia a vida fica mais leve e colorida.

PS: obrigada Victor Brum Calaça e Alexandre Kishimoto pelas trocas.

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