O sentir

Como tudo que é vivo
o sentir nasce,
perdura algum tempo
e desaparece.

Como uma prece,
roga ao peito que se esquente,
mente pra si mesmo que é sensato.
É uma criança.

Como uma lembrança.
Forte na origem,
constante na memória,
instigante.

Como um instinto,
aparece incontrolável
consome o ser
e some.

Como um vilão,
apunhala a carne,
oprime a mente
e não toma conhecimento.

Num momento,
depois de um dia ou cem mil deles
como se fosse uma droga inocente
já não o sentes.