Carta.

Sua luz apagou. Na verdade, eu que lambi as pontas dos dedos e apertei o pavio da vela. Pensei que era melhor ficar no breu, do que à meia-luz, sem o romance que ela insiste em nos fazer acreditar.
É engraçado como tudo mudou desde então.
Seu rosto mudou. Quer dizer, ele não mudou… Eu só não consigo mais olhar ele da mesma maneira.
A sonoridade das suas frases mudaram. Ou talvez seja só eu não tentando analisar e identificar um carinho a mais em cada palavra.
Minha manhã mudou. Eu quero acordar cedo e tomar sol, enquanto como uma melancia e vejo as pessoas se debatendo no trânsito. Eu estava engarrafada. Me faz bem rir e perceber que eu não me debato mais.
Meu trabalho mudou. Entre um código e outro eu me pego dançando sozinha ao som de “Efêmera”, pulando pela casa e esquecendo dos dias de “Mesmo Que Mude”.
Meu celular mudou. O número é o mesmo, você ainda me encontra lá, mas como você não vai procurar, nem me preocupo em me preocupar. Mas as mensagens que eu espero agora são da confirmação de sábado a noite e da Liberdade no domingo de manhã.
É triste, porque eu me prendi sozinha. A culpa não é sua. Nem das estrelas. Coitadas, elas.

Mas, finalmente: feliz. De novo, como não era há muito tempo.
Foi bom sentir isso. Foi ruim também.
Mas seguindo em frente. Não te tirei da minha vida, só da minha cabeça.
Fica aí, o melhor de mim já vem.

Obrigado. Dois beijos, um abraço e a caipirinha que você me deve.

j u n/2 0 1 4

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