Quarta-Feira (sobre você)
Os dias tem passado depressa, tenho pensado como cheguei até você. Foi destino? Porque somos dois fodidos que desacreditaram no amor, mas aí você chegou com esse sorriso e eu não tive para onde correr.
Eu tentei soltar tua mão lá pelo meio de outubro. Passei um sábado inteiro me perguntando o que você tinha de tão especial para quebrar meus muros facilmente. Aí eu lembro
Que o teu sorriso ilumina o ambiente;
Que não existe o mundo lá fora ao teu lado, só nos dois no meio da sala;
Que eu passaria dias conversando sobre tudo contigo e mesmo assim não cansaria;
Que teu olhar é doce;
Que eu atravessaria a cidade pra te ter comigo.
Desde o primeiro oi eu soube que era você quem iria me salvar. Naquela primeira noite você soube da minha história e não correu como todos. Gosto quando nossos corpos se encaixam, quando você olha no fundo dos meus olhos escuros e sorri. Como você dorme no meu ombro e como segura minha mão. Pela forma como você fez eu acreditar em mim novamente.
Eu queria que você me visse do mesmo jeito que te vejo. E que se desprendesse do passado. Olha como nós sempre voltamos um para o outro. Pensa. Porque o que temos é o agora e eu me agarro ao pouco que tenho de você para não esquecer teu cheiro.
Não corre. Mas esses meses parecem anos e não controlamos o que sentimos. Quero te mostrar as marcas que ficam aqui após te ver. E como nosso sexo me arrepia só de lembrar, você sabe exatamente o que fazer e onde tocar. E eu estou aqui me expondo, mas quando te vejo finjo que não sinto nada.
Tem pedacinhos meus espalhados no teu quarto. Teu cheiro grudou na minha pele. Tem carinho quando nos encaixamos num só. Nos detalhes que todos percebem quando me veem falar sobre você e como meus olhos brilham só de pronunciar teu nome.
Eu passaria a noite só olhando teus olhos e pensando como me apaixonei tão rápido. Mas a verdade é que me apaixonei por você antes mesmo de te beijar.
