Depoimento: Nathan

Oi, meu nome é Nathan!
Eu participo do Ubunrua desde janeiro desse ano. Através de duas amigas que estão à frente do projeto, pude conhecer um pouco do trabalho que eles fazem e rolou “match”.
Não sei quanto a vocês que estão lendo isso, mas sempre tive um pensamento bem limitado em relação a dimensão do trabalho social, seja ele qual for e em escala atua, sabe? Por exemplo, se eu participo de um projeto para entregar sopa. Esse projeto atende a 100 pessoas duas vezes no mês. Eu pensava “E os outros 28 dias do mês? E as outras milhões de pessoas no mundo?” entre muitos “E’s”. No final, achava que esse pouquinho que todos podem fazer não mudava o quadro geral da coisa toda. E, dentro da minha limitada visão, deixei de aprender muito com as experiências que só esse tipo de trabalho te dá.
O Ubunrua, com a premissa de “esquentar corações”, me ajudou a crescer. O trabalho social, apesar de ser benéfico para o próximo, é benéfico pra gente mesmo — e eu demorei pra sacar a beleza disso. No final, o mais ajudado é eu mesmo, em cada saída do Ubunrua.
Em uma das minhas primeiras saídas, conheci um rapaz que tinha uma vida normal, um trabalho, casa e família. E que um dia teve tudo de ruim, de uma vez só. Já pararam pra pensar que todos nós estamos sujeitos a um dia muito, mas muito ruim? Todos nós podemos estar na pior um dia. Apesar das diferenças que nos caracterizam, no fundo somos só humanos, sujeitos a raiva, alegria, tristezas, e uma infinidade de emoções. Naquele momento, pude me ver nesse rapaz. Eu poderia estar ali, se um dia muito ruim me acontecesse. Eu e ele somos parecidos. Nos dois gostamos de cozinhar e torcemos pra o São Paulo. Preferimos salgados do que doces. Gostamos de cães. Somos, igualmente, humanos.
Isso me marcou muito, e acredito que me marcou de uma maneira irreversível. Além de ajudar fisicamente, eu quero conhecer essas pessoas, ouvi-las contar suas histórias. Ver e mostrar que somos iguais, só que em situações diferentes. Eu entendo que o objeto do projeto, verdadeiramente, é esse: mostrar que somos humanos, e que todos precisam de ajuda. Independente de quantidade, valor ou outros números quantitativos. É a experiência que transforma. O Ubunrua me transformou, e espero poder ajudar o Ubunrua a transformar mais pessoas.
Nathan Gonzales
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