Muito além da dualidade material/imaterial: por uma nova forma de compreender as relações no mundo.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Frans_Hals_-_Portret_van_Ren%C3%A9_Descartes.jpg

Olá pessoal,

Nos caminhos do mestrado comecei a trabalhar com a Teoria At0r-rede e sua ontologia plana. No início foi um processo muito inseguro por não ter ainda muito referencial teórico em português e também por tal teoria fazer provocações intensas à conhecimentos muito arraigados, propondo uma abordagem diferenciada ao analisar fenômenos de formação de redes, ou coletividades.

O que me cativou foi o fato da Teoria Ator-rede possibilitar o reconhecimento da complexidade envolvida nos processos de associação em rede que realizamos cotidianamente. Ao utilizar cada vez mais smartfones, internet, aplicativos e seus algoritmos inserimos novos agentes nos fenômenos ditos “sociais”.

E é justamente por este interesse na complexidade das coisas que entrei em contato com este belo artigo produzido pela Professora Lúcia Santaella à revista Transobjeto, que trata, entre outros pontos, da necessária transição do pensamento cartesiano como principal forma de ver e estar no mundo.

Podemos conhecer o mundo porque não somos um outro em relação a ele, porque estamos em continuidade com ele.
…nossos pensamentos quando externalizados e tornados públicos agem, de fato, no mundo e o transformam, não de maneira direta, mas sim pela mediação dos signos, das linguagens que o ser humano produz e que repercutem na mente e consequentemente nas ações e condutas, pois pensamentos são guias para as ações.

Uma leitura interessante para verificar como estamos conectados, com muitos atores, e que nossos pares humanos são somente mais uma parte desta gigantesca rede que é a “existência”.

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