Eu vou percebendo aos poucos o que me cerca e o que algum dia já me cercou. Vejo que minha vida nunca foi um percurso descontínuo como eu pensava. Sempre estive nesse nível porque isso é o que sou, tudo o que sinto. Minha infância não foi feliz, eu só era ingênuo. Os anos de adolescência não eram apenas uma fase. Minha vida agora não progride. Tudo sempre foi uma questão de ter melhor entendimento das coisas, maturidade que agora me aparece aos poucos. Eu me sentia sozinho apesar de tanta gente ter estado por perto e, de novo, isso era apenas falta de visão. Eu realmente estou sozinho agora, não se pode negar. Irrefutavelmente sozinho. E perdido. E com frio. Um pouco cansado e meio acordado. Porque no final nada disso faz sentido, as pessoas se apaixonando, sonhando, as coisas morrendo, festas, agitação, determinação, tentativas e erros, sabores e aromas.

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