Bar

É, no mínimo, estranha a maneira como se estabelece a cronologia das coisas na minha cabeça. 
 Sempre que penso no amor me vejo sentado em um bar escutando músicas locais ou até mesmo as clássicas do MPB, seja refletindo dos amores que tive ou que gostaria de ter. Sempre me pego pensando no amor. O que é o amor? Esse sentimento conturbado que te deixa com o olhar vago e sorriso bobo ou o sentimento que te deixa com chão e sem chão em uma fração de segundos? Quem dera soubesse a resposta. Amor sempre me remeteu a um copo de bebida quente, uma boa música e um pensamento distante nas paredes de boteco, que como essa, já escutaram tantas outras historias. 
Mas, gostar é isso aí, não tem mistério. É querer gritar mas a boca não faz nada além de sorrir quando o avista. Quer dizer um milhão de coisas mas todas as palavras fogem.
Como em resposta, a gente escuta, vindo da sua boca desenhada a dedo com toda certeza, três palavrinhas que entram pelos meus ouvidos como se pássaros entoassem uma melodia bonita pra cacete. No mesmo instante, a barriga se manifesta. É aquele friozinho, o do primeiro encontro e a gente se derrete todo.

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