DevOpsDay Porto Alegre: a vida é muito curta para não ir em eventos como esse

Depois de séculos, fui a um evento na área de TI. E, cara, como é importante participar desses momentos. Primeiro porque já quebra aquela possível intenção de ser antissocial. Pode até rolar uma preguiça inicial de socializar, mas sempre acabamos conhecendo pessoas interessantes e, no fim, vem aquele agradecimento interno por ter se permitido ir. Segundo porque, também, eventos comprovam aquela máxima de que: “não importa o quanto somos bons no que fazemos, sempre temos algo a aprender”.

Então, lá vou eu novamente para o mundo dos eventos tecnológicos, regados a coffee breaks gostosos e cappuccino de graça.

Ok, logicamente esse não foi o (único) fator de motivação: DevOps é um termo que está na ponta da língua da galera de TI — principalmente quando se trabalha com versionamentos, virtualização, GIT, deploys, blah blah blah whiskas sachê. Mas, afinal, o que é DevOps? Segundo a IBM:

DevOps é o alinhamento do time de desenvolvimento com o time de operações, em relação à processos, ferramentas e responsabilidades, visando acelerar as entregas em produção com um elevado grau de qualidade. Enquanto o desenvolvimento ágil aproximou as equipes de desenvolvimento do negócio, reduzindo os gaps entre essas áreas, o DevOps traz agilidade para as entregas reduzindo os gaps entre desenvolvimento e operações.

Traduzindo: é como se fosse uma fusão entre a equipe de desenvolvimento (nós, programadores go horse) e a equipe de infraestrutura (bem menos go horses), com foco na entrega de softwares funcionais e organizados, leves e com toda a documentação de versionamentos em dia. A ideia é que as implementações sejam cada vez menos complicadas e que os times, apesar de cada vez mais integrados, dependam cada vez menos um do outro.

Bom, mas voltando à história do evento: o escolhido da vez foi o DevOpsDay Porto Alegre, um encontro superbacana fomentado pela comunidade aqui do Sul. Tudo aconteceu no sábado, 05 de agosto, na Faculdade SENAC em Porto Alegre (RS). Faz pouco tempo que integro a equipe da Umbler, mas já tive o enorme prazer de ir acompanhada do meu novo time — isso faz toda a diferença!

Já estou apaixonada pelo mascote mais lindo do mundo, o Umblerito ♥

<momento-paixao> Falando em Umbler, aliás, é sempre importante lembrar que trata-se de uma empresa de hosting focada no pessoal que não quer muita complicação para colocar seu site no ar. Com um painel superfácil de mexer, você pode contratar sua hospedagem com sistema de pagamento é pré-pago — algo que acho incrível, porque você pode pagar realmente só pelo que irá usar (o que nunca rola nas outras hospedagens). O melhor é que você ganha créditos ao criar a conta para testar todos os serviços — coloco a mão no fogo e garanto: é sucesso! </momento-paixao>

Mas tá, foco: vamos falar sobre o evento!

Tudo começou com um keynote (ao total, foram seis) do Thiago Souza da Elastic, apresentando a solução deles para gerenciamento de métricas e logs. Em seguida, foi a vez das apresentações submetidas pela comunidade: a primeira com o Marcelo Adamatti, fez o público pensar um pouco sobre os motivos de se ter CD e CI, ter ou não testes, etc.

Marcelo também explicou as diferenças entre ambos — sendo que um apresenta maior maturidade dos dados e já faz o deploy automático (CD). Já o CI, seria o nirvana das operações, onde temos uma integração total da estrutura e não se precisa esperar um setor ou outro para fazer o deploy — ou o mesmo ser realizado sem ser sentido pelo usuário final.

O terceiro momento do dia foi com Waldemar Neto e Fernando Ruaro, que falaram sobre diversas buzzwords. Foi uma apresentação bem didática, mostrando como é possível portar uma aplicação legada para um modo mais enxuto e ágil utilizando o Twelve Factor Apps — você pode saber mais o tema aqui.

Na sequência, me identifiquei bastante com a palestra ministrada pelo Fernando Ike, onde o tema era: Blameless, a culpa não é sua!

O foco foi sobre como lidar com os erros de pessoas no mundo da TI — já que, muitas vezes, um botãozinho pode ser fatal. E aí, quando o funcionário erra, de quem é a culpa? Será que é realmente correto demitir um funcionário ou puni-lo por um erro? Ou será que isto é um indício de que alguma coisa está funcionando errado dentro da empresa? Será que os treinamentos realmente foram eficientes? E por que será que tudo isto aconteceu? Vai que, na verdade, o erro já existia há muito tempo e todo mundo sabia, mas o chefe é um troglodita e todo mundo ficou com medo de falar. Claro que uma hora algo iria explodir!

Deixo essa reflexão e me vou.

Mentira, ainda não vou!

Pode parecer um tema bem simples, considerando essa época onde o LinkedIn está recheado de posts sobre “como diferenciar um líder de um chefe” ou destacando que “o modelo antigo de chefe, que só sabe mandar, está entrando em extinção”. Mas, será que, de fato, todo mundo está bem acostumado com esse tipo de abordagem? Quem nunca teve experiência com alguma empresa onde erros aconteciam e cabeças rolavam? Ou então, em que a responsabilidade de um erro era única e exclusiva do funcionário, tentando sempre isentar os processos dos problemas que ocorriam? A palestra do Ike deu uma luz bem importante para este tipo de conduta — que muitas vezes fica só no boca-a-boca. A ideia foi compartilhar situações vividas dentro deste contexto e como é importante aplicar a metodologia do Blameless: a culpa não é sua. Que tal rever seus processos? O que sua empresa faz e pensa com relação a isso? Dá uma olha nos slides do Ike aqui em cima, eles esclarecem muitas dúvidas!

Em seguida, tivemos uma palestra feminina (uhuuuul!) com a Samanta Cicilia, sobre Visual Regression Testing. Nessa apresentação, foram mostradas algumas ferramentas de teste automatizado de gráficos (Percy, Lineup, Visual Review, AppliTools, GalenFramework), que podem ser integradas, inclusive, com GIT, para verificar se as páginas que estão recebendo push estão OK, de acordo com a base do site enviada anteriormente. As ferramentas comparam por imagens o que se tem atualmente no GIT e o que foi adicionado. Inclusive, podem impedir o push de arquivos se não foram testados antes. A ideia é que nenhum deploy seja feito antes do teste visual dos gráficos. Aliás, a Samanta apresenta as ferramentas já disponíveis para teste em seu GitHub.

Tivemos uma mudança em cima do laço na grade de programação, então posteriormente rolou o FishBowl. Pra quem não sabe, FishBowl são discussões que ocorrem entre os participantes do evento, em que o tema pode ou não mudar de acordo com a evolução do diálogo. O papo foi bem bacana, focando na utilização do DevOps e como convencer o analista de negócios a implementá-lo no setor de TI.

Voltando do FishBowl, tivemos algumas palestras focando em, por exemplo, o fluxo de entrega contínua com Rails, Docker, AWS e Github. Também curti bastante a palestra sobre como orquestraram o ambiente produtivo do Grupo Pão de Açúcar com Docker, Jenkins e Kubernetes, onde houve a demonstração dos erros e aprendizados na implementação. É bom já saber o que pode dar errado para que não cometamos os mesmos erros, não é?

Para fechar o evento, uma palestra do Wellington Silva — que aconteceu com certa exclusividade aqui na Umbler (opa, rolou uma pré-estreia aqui, durante a visita do Wellington à nossa sede). O tema: infraestrutura imutável com Mobykit (Moby, Linuxkit e Infrakit). Um papo bem bacana sobre as novas tecnologias do Docker liberadas na última conferência da empresa. Entre as novas tecnologias, por exemplo, é possível rodar sistemas de forma superleve através de contêineres no Linux.

Estava sentindo muita falta de colar em eventos de tecnologia. Sem dúvida, este deu aquele gás para adquirir cada vez mais conhecimento. Valeu DevOpsDay, pela iniciativa. Valeu Umbler, por essa ótima oportunidade! 🐨


Escrito por:

Camilla Martins, paulista de 20 anos que há dois está desbravando os pampas em busca de novos desafios. Começou com o Paint no Windows 98, foi parar no desenvolvimento front-end e agora está buscando maior maturidade em desenvolvimento back-end. Desenvolvedora júnior na Umbler, a fim de crescer cada vez mais para alimentar muito bem o Umblerito.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Umbler’s story.