notas sobre a crise

não linearidade e estado concreto de desprendimento com o real significado das coisas, ficção, metáfora, não não não não linear

Quando me percebi morta, não lembrava das falésias do sentir em absoluto estado de ser e estar no viver, vivendo o agora. Copos de água não saciando minha sede, cigarros atômicos parecem intensificar ainda mais a profundidade no núcleo em que vibra as larvas do vulcão aqui dentro de mim, dentro dentro dentro. Vastidão poética, não contemplada com os métodos que quiseram calar minha voz…. quiseram reduzir o meu corpo… a um nada. O que a gente faz com o que sobra? relembrar, relembrar, relembrar, desembrulhar, desembrulhar, desembrulhar, reviver, reviver.

Descobrir o ritmo da renovação poética, o movimento e o caos, HÁ algo por trás da complexidade que me encanta, há algo por trás do que está explicitamente claro. Elegância ao desmembrar o que falta, fragmento poético, MUITO MAIS QUE ISSO! é explosão, KAÓTICA, KAÓTICA, KAOS KAOS KAOS KAOS KAOS. Ritmo e participação, programas ambientais, nesse instante aqui agora enviando cartas para as artes plásticas, PRESENÇA DA AUSÊNCIA DO QUE FALTA, presença do vazio que participa da consolidação do todo, KOSMOS KOSMOS KOSMOS KOSMOS KOSMOS KOSMOS KOSMOS KOSMOS KOSMOS KOS, poesia reajustando as proporções insólidas e dismórficas que as teorias exemplificam. CRISE IDEOLÓGICA, muito por perceber a falta e não o que é, pois, o que é agrava a consolidação do todo. Agrava no sentido de distorção, predestinado a multiplicar modelos do que já é. Presença da AUSÊNCIA do que falta, perceber o que falta, multiplicidades, refugiar-me no auto cuidado, no contato, desenvolver a expressão corporal, FRAGMENTAÇÃO, itinerância do corpo, construir um barraco temporário, depois partir. LABIRINTO, experiência claustrofóbica, traçar rotas de fuga e construir um novo barraco, pois a temporalidade consolida a experiência e em seguida o espaço e em seguida o lugar e em seguida o MOVIMENTO, espaço-movimento, ritmo nômade, pois segundo o método paralelo ao que me faz sentir, HÁ SENTIDO EM ESPACIALIZAR O TEMPO, MAS NÃO HÁ SENTIDO NENHUM NISSO!! O método que não funciona há bastante tempo, no barraco temporal do tecido dismórfico consolidado a partir das raízes rizomáticas e efêmeras dos espaços possíveis existentes na cidade, micro-território, zona de conflitos temporais, nômades, ativos. Lugares impossíveis, conflitos édipos, aristocráticos, platônicos, paradoxais, linha tênue entre o retroagir seguindo a miúdes o ciclo vicioso da repetição e o atravessamento da comunicação simbólica refletida nas profundidades gritantes que residem no que sobra.