Curas e libertações: para que se cumprisse o que foi escrito [Mateus 8, parte 3]

Devocional da Galera da Casa 0014


Fala, Galera!

Continuando com mais um trecho do capítulo 8 de Mateus, nos versículos 14 a 17, a Palavra nos conta mais uma cura que Jesus operou — a da sogra de seu discípulo Pedro e de outras pessoas enfermas — e também fala sobre a expulsão de muitos espíritos imundos.

Uma das coisas interessantes que esse texto nos ensina claramente é que doença e possessão demoníaca são coisas diferentes. Estar doente não quer dizer necessariamente que se está dominado por um espírito maligno — e vice versa. As doenças tiveram sua origem na queda do homem — isto é: elas passaram a existir por causa do pecado, que degenerou o plano perfeito de Deus para a humanidade e fez com que o ser humano passasse a estar sujeito a situações que lhe fazem mal física e/ou psicologicamente. Por isso, as doenças são algo que pode acontecer com qualquer pessoa, tanto as que conhecem a Cristo quanto aquelas que não. Já a possessão demoníaca é diferente: ela ocorre quando a vida de alguém não está em Deus (embora nem todo mundo que não está em Deus esteja debaixo de possessão demoníaca) e, então, a vida dessa pessoa acaba sendo dominada e ficando sob o controle de um ou mais espíritos malignos, da parte de Satanás, que pode inclusive levar a pessoa dominada a fazer muitas coisas prejudiciais a si mesma, como nós veremos alguns versículos mais à frente nesse mesmo capítulo de Mateus.

Jesus, ao ver essas pessoas em situação tão difícil e dolorosa (tanto de doenças quanto de domínio demoníaco), se condoeu com isso e demonstrou mais uma vez a Sua a eterna misericórdia, curando e libertando aquelas pessoas. E o versículo 17 nos diz que Jesus fez todas essas coisas para que se cumprisse o que havia sido dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças”. Isso quer dizer que Jesus estava fazendo aqueles sinais para que o povo compreendesse que Ele era aquele de quem os profetas tinham falado no Antigo Testamento e para revelar o Seu caráter e a Sua misericórdia, para que todos conhecessem quem Ele era e de que forma Ele agia. Então, as curas, os milagres e as libertações serviram como um auxílio para a fé das pessoas que vivenciaram aquelas coisas, para que elas pudessem crer que Jesus era o salvador.

Mas servir de auxílio é diferente de sustentar. Deus tem misericórdia da nossa condição humana e da falta de fé e, por isso, Ele muitas vezes faz milagres e outras coisas maravilhosas para que a gente possa, assim, crer que Ele é Deus. Mas o nosso relacionamento com Ele não pode ser baseado só em curas e milagres. Muitas vezes, a gente tende a pensar que o poder de Deus se limita a essas coisas e que, se a gente não está vivendo curas e milagres, então Deus não está com a gente. Não é verdade! A nossa vida com Deus precisa ser muito mais do que isso. Se eu me relaciono com Deus só com base no que Ele pode fazer por mim, então eu não estou vivendo uma vida de entrega como Cristo viveu. E lembra quando a gente disse que Cristo não veio para ser servido, mas para servir? Então! A nossa vida também deve ser assim: uma vida entregue a Deus, Sua vontade e ao seu serviço. Deus é poderoso e misericordioso para operar milagres e curas quando e onde quiser; mas Ele também é soberano e, apesar de os milagres e curas poderem acontecer, Ele continua sendo Deus quando eles não acontecem ❤.

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