Divagação.

Estou afogado no meu próprio eu !

E quantos não estão?

Me mantenho e creio que sempre me manterei cético com relação a vida- essa palavra medonha que filosofia nenhuma conseguiu até hoje me provar o que é… Os religiosos me ofereceram a resposta de bandeja- comi e não gostei ! detesto o gosto das certezas-embora doces, me causam náuseas. Prefiro a amargura da dúvida !

Duvido de mim mesmo…

Às vezes acho que existo de fato- me belisco para confirmar.

Outrora acho que sou uma máquina ou um experimento desenvolvido por seres mais inteligentes; Quem poderá dizer que não?

Tenho medo da realidade, mas decidi enfrentá-la só para ver onde vai dar, se é que vai dar em alguma coisa- é tudo tão incerto.

Com relação aos outros, ainda tenho certo receio. Não tenho medo dos outros e sim do caos que cada um possui dentro de si- com dificuldades suporto o meu, suportaria também o de outrem? (ás vezes é preciso suportar).

Gosto da solidão, nela estou com a única pessoa que de fato me compreende e nela sinto liberdade e posso ser inteiramente eu- na solidão é possível tirar a máscara que se tem diante dos demais e se ver por total- é belo e assustador ao mesmo tempo.

Afinal, quem sou eu e o que é que estou fazendo aqui?

Talvez isso tenha um sentido…

Talvez isso seja um acidente da matéria…

Ambas as cogitações são trágicas e me dão arrepios.

Quem lê isso tudo deve achar que sou um depressivo querendo bancar um existencialista- a la Sartre.

Longe de mim ! — Mesmo tendo as mais profundas incertezas com relação a tudo, eu procuro viver !- e quem me vê diria que sou tão normal quanto qualquer outro que anda por aí. Viram como o indivíduo é uma coisa misteriosa?

Na verdade sou comum… A diferença é que a grande maioria aceita a sua existência, já eu questiono o “porquê” e isso obviamente a torna intolerável.

Às vezes é preciso fugir de si mesmo- é o que faço neste momento.

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