“Rede Metodista de Educação” semeadora de caos

A Rede Metodista de Educação tomou uma série de decisões e ações que transformaram a Unimep em um cenário de caos, insegurança e instabilidade. O cerne dessas ações se constitui como uma tentativa da Rede em centralizar em suas estruturas as deliberações que afetam o cotidiano da Universidade e tem inviabilizado o trabalho de seus professores, funcionários e estudantes.

Além da intervenção e dos ataques à autonomia da Unimep, a Rede tomou uma medida inacreditavelmente irresponsável e incompetente: a implantação do sistema Totvs, que causou imensos problemas para toda a comunidade universitária. Alunos estão sem conseguir efetivar suas matrículas; boletos não estão sendo gerados; coordenadores não têm acesso à gestão de seus cursos; professores não têm acesso às suas turmas de alunos; a adesão a seguros de vida em grupo para estagiários está impossibilitada; informações essenciais ao Fies e ao Prouni estão inacessíveis; o registro de ponto e de frequência às aulas está suspenso. Tudo isso impede que os procedimentos básicos para o funcionamento da universidade possam ser realizados por alunos, funcionários, docentes, coordenadores de curso, diretores de faculdades.

É preciso destacar, entretanto, que tal situação não começou nos últimos dias. Desde o começo do ano, diretores, coordenadores e funcionários têm alertado sobre as deficiências do novo sistema Totvs, mas a Rede, mantendo sua postura de incompetência e arrogância, que se tornou sua marca registrada, ignorou todos os alertas emitidos. Além disso, esses atos de arbitrariedade ocorrem em uma conjuntura de perda da autonomia universitária em que muitas medidas acadêmicas, administrativas e financeiras têm sido adotadas pela Rede em descumprimento às normas internas da Universidade, tais como a interferência na atribuição de aulas, em contratações docentes e no fornecimento de insumos para laboratórios, que afetam e inviabilizam as atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na instituição.

Os “gestores” da Rede também são responsáveis pelo fechamento de setores acadêmico-administrativos para a realização de serviços à distância, que tem levado à precarização do trabalho de professores e funcionários e da vida acadêmica de alunos, uma vez que agora os serviços prestados estão longe de atender às necessidades locais da comunidade universitária.

Além disso, fornecedores e prestadores de serviço não têm sido pagos, o que têm gerado sérias implicações, como interrupção do acesso aos acervos eletrônicos da biblioteca. Faltam suprimentos básicos para a vida cotidiana da universidade, como papel sulfite e materiais de higiene, entre outros.

Outras questões importantes agravam o contexto interno, como o desrespeito a diversos pontos da Convenção Coletiva de Trabalho — não recolhimento do FGTS, não disponibilização do holerite até o 5º dia útil do mês, irredutibilidade da carga horária, dentre outros — além dos frequentes atrasos nos pagamentos de salários e férias e da negativa, por parte da direção da mantenedora, em iniciar as negociações para celebrar o Acordo Coletivo de Trabalho, ampliando o passivo trabalhista da instituição. Sobre este último ponto é importante salientar que, desde o primeiro Acordo, é a primeira vez na história da Unimep que a mantenedora se recusa a discuti-lo.

O fechamento ao diálogo por parte da Rede, por mais que seus representantes alardeiem o contrário, tem sido marca constante de suas relações com a Unimep, tanto que, durante a reunião de conciliação entre as partes conflitantes o reitor da Universidade, o prof. Dr. Marcio de Moraes, não foi convidado pela mantenedora para participar. Na sequência, o reitor foi sumariamente demitido, por que tomou uma posição favorável aos alunos, funcionários e professores, ao determinar, por portaria, a reativação do sistema operacional anterior da Unimep. Sua demissão foi um ato claro de retaliação, intransigência e autoritarismo por parte da Rede.

Atenciosamente,

Piracicaba, SP, 15 de agosto de 2017.

Comitê de Comunicação