<poética>

(un)safe
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Aug 31, 2018 · 1 min read
reprodução (flyartproductions.tumblr)

Eu nunca tive a pretensão de escrever as mais belas histórias, daquelas que arrepiam conforme o olhar corre pela linha.

Aliás,

eu não gosto de gente que escreve dessa forma. Porque pretensão é algo que se sente, mesmo por escrito.

Claro, existem os gênios. Aqueles que não conseguem se expressar sem que todas as palavras tenham sido organizadas numa lógica tão óbvia e bonita que parecem um balé.

Mas tem quem força: a barra e a paciência.

Desses eu quero distância, afinal num mundo de fotos e frases de efeito, forçar ser criativo no dizer é tentar garantir um pseudo-título de escritor no grito.

É sofrido de ver. uma simbiose entre o egocentrismo dos que se sentem muito cultos diante da massa e o repertório raso de quem tem contato e acha “o máximo”.

Por esse ranço talvez eu nunca tenha me sentido confortável com elogios à minha escrita. Me sinto constantemente uma fraude, mas prefiro ter a consciência da minha farsa a ser mais um millennial poético de instagram.

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