Você, criança.

Sempre que chega essa época do ano, surge esse monte de crianças pipocando no meu feed do Facebook. E isso acaba me fazendo pensar, “o meu ‘eu’ de 9 anos, estaria orgulhoso de onde estou agora?” E o teu? O que você teria feito de diferente?

Quando crianças, sabíamos quem éramos e do que gostávamos de fazer. A vida era divertida e nós éramos o centro do nosso universo particular. Naquela época, o nosso maior desejo era explorar o mundo, desbravar o novo e se permitir fazer o que a gente mais gostava, com coragem, entusiasmo e autenticidade.

Num certo momento, algo inevitável acontece. Nós crescemos. Nessa nova condição, percebemoss que passa a ser normal ouvir o mundo ao nosso redor com mais atenção do que a nós mesmos. Descobrimos que esse novo mundo, agora de uma ótima realista, nos pressiona exigindo escolhas difíceis demais para o pouco preparo e real experiência que temos com a vida.

Enquanto essa transição toda vai acontecendo, o mundo exterior está chamando. Ele quer mais certezas, quer mais pessoas apaixonadas pelo que fazem, com mais brilho nos olhos e corações pulsantes. Ele não quer que você seja o indeciso infeliz com as suas escolhas.

E nesta fase de escolhas difíceis, se optarmos pelo caminho inconsicnete, logo perdemos de vista tudo aquilo que é significativo e importante para o nosso crescimento. Se não prestarmos atenção, nos rotulamos, nos padronizamos e nos tornamos comuns, sem grandes expectativas e sem grandes sonhos. Ao abrir mão das nossas escolhas conscientes, permitimos explicitamente que os interesses alheios controlem a nossa vida. E é neste momento que se não escolhermos conscientemente o nosso rumo, os outros irão escolher por nós.

Mas isso pode ser diferente se optarmos por levar uma vida com mais significando explorando ao máximo o nosso potencial (inteligência, talento, criatividade…). Com esse poder extraordinários em mãos, torna-se mais fácil descobrir qual é a contribuição máxima que podemos dar à tudo que está ao nosso redor.

Lembra daquela paixão de viver de quando éramos crianças? O que você está fazendo agora faz o seu coração pulsar verdadeiramente? Você ama o que está fazendo da sua vida e sabe aonde quer chegar?

Se você respondeu “sim” à todas as perguntas acima, você faz parte de uma pequena fração de pessoas no mundo que sabe exatamente onde quer chegar.

A dura realidade comprova que 7 de cada 10 pessoas dizem estar insatisfeitas com suas realizações profissionais. De estagiários à executivos, o que torna-se evidente é que as pessoas ainda não sabem como explorar o melhor que há nelas por conta própria. E isso é bem natural. Faz parte da nossa evolução e educação esperar por conselhos que nos leve aos melhores caminhos. Primeiro, buscamos refúgio nos pais. Depois vamos substituindo os personagens, mas por toda nossa vida precisamos de um herói que nos mostre o melhor caminho a ser seguido.

Desde que você esteja alinhado com os seus valores e busque evoluir suas habilidades em lugares que também compartilham os mesmos valores que os seus, as suas chances de enxergar mais rápido o caminho a seguir será muito mais. Além de todo empenho, dedicação e disciplina para ser tornar o melhor, demonstrar com propósito e entusiasmos as suas paixões são formas essenciais para acelerar esse encontro com o que você ama.

Talvez esse texto tenha vindo tarde demais, mas nesta jornada, você sempre pode recomeçar. Escolha os seus heróis e siga o exemplo deles. Haverá dor, desafios grandiosos e muitos obstáculos pelo caminho. Mas lembre-se que, você escolhendo ou não, o amanhã irá chegar do mesmo jeito. Então, encare. Seja você. Seja muita mais de você. Seja extraordinário. Seja criança. Vá a luta. Não permita que sua vida não seja uma história incrível, pois você é incrível.