VOTE EM MIM: O incrível palpite do “nem PT, nem PSDB e nem você”.

Paz pra mim, guerra para todos vocês.

Dilma não me representa, nem Aécio, muito menos Marina. E ultimamente, devido aos escárnios, difamações e a falta de respeito ao próximo, seja dentro ou fora do mundo virtual, até mesmo você pode não me representar mais.

Por conta disso, listei quatro coisinhas básicas que muitos eleitores brasileiros NÃO possuem, mesmo portando títulos de mestres ou doutores:

1. Discernimento: A comunhão entre inteligência e integridade moral. Na verdade, possuem apenas o popular e conhecido “faça o que eu digo, mas não o que eu faço”.

2. Imparcialidade: Nem preciso comentar isso, né? O famoso romance entre o bem e o mal. É quando lemos aquela coluna de blog/jornal ou feed de notícias contendo termos como “petralha”, “reaça”, “coxinha”, “comunista”, “reaça neoliberal”, “porco capitalista”, “terrorista imperialista”, “guerrilheiro”. Enfim, é aquele tipo de coisa que só contextualizaríamos na Guerra Fria e, em alguns casos, nas Cruzadas.

3. Respeito: O ato de agir sem a necessidade de colonizar o outro, ou seja, sem estabelecer suas vontades ao próximo — que alguns cismam em chama-lo de irmão. Eis o gesto mais vaidoso que tenho visto, um golpe que possui o propósito de coagir o outro, invadir o seu direito através da prepotência, arrogância e orgulho desmedido.

4. Autonomia intelectual: Intransigentes, não toleram opiniões distintas, nem criar opiniões autênticas, muito menos despir-se das mais nefastas paixões. Guiados pela vaidade, repetem o mesmo discurso, batendo na mesma dialética cansativa, utilizando repetitivos e inúmeros clichés dos veículos de comunicação com a mesma arrogância de sempre.

Em uma conclusão sobre esse panorama, além da de testemunhar o Estado de bem estar social em não cumprir o seu devido papel e o da democracia em me obrigar a votar, vejo toda essa explosão cósmica de ódio e intransigência forçar-me a por a mão na consciência. E é com a consciência deste panorama que sinto-me anulado como cidadão, um sujeito extremamente capaz de votar nulo. Por isso, posso-lhes dizer que já descobri a minha intenção de voto, o meu partido e e também o seu, ele se chama “Partido do EU e está proclamando aos berros: VOTEM EM MIM, APENAS NO QUE EU QUERO E NO QUE É MELHOR PRA MIM!

Nunca, para mim e para vocês, o “amar o próximo como a si mesmo” foi tão necessário.