Das conversas que não tivemos

Nossa não relação é confusa, o não envolvimento em público e emocional me gera um vazio existencial , meu amor por você, minha vontade de você e o negar do meu toque em ti são pedras pesadas que carrego. Entre nós existem relacionamentos, familiares, palavras e oceanos de lágrimas.

Por muitos instantes pensei que havia acabado, mas pelo contrário meus dias aqui te torna cada vez mais necessário, só que um necessário por completo. Quero sua presença, corpo, alma, tesão, carinho, sua vontade de mim pontual e precisa, não dos nossos encontros casuais pois não podemos ser evitados, sabemos disso.


Eu me enganei enquanto repetia em mente que quando a casa abandonada onde ficamos pelas primeiras vezes fosse destruída o nosso melhor (dentro de mim) também iria em bora. Ela foi reformada, meus sentimentos por você também, eu até diria que purificados. Mas nada mudou muito, você continua estando presente no meu cotidiano, antes, por um ano concreto passando todos os dias em frente à casa que colorímos com nossos desejos e preenchíamos com nossa plenitude juvenil. Hoje pela porta do meu prédio, abaixo dos coqueiros onde nos sentamos para fumar um cigarro lentamente que incrivelmente foi minha única vez ali e foi com você. A primeira e única vez em que fiz amor antes havia sido contigo, atualmente a primeira e única foda no meu quarto nesse apartamento novo foi com você. Meus dias tem teus sabores e a cor dos seus olhos e sou vidrada nisso, quero saber se nos seus sonhos você se lembra de mim como eu de você.


Então se é para vir, venha mas não para me preencher de memórias fotográficas bonitas e incertezas, já passamos dessa fase, quero você infinitamente agora e por tempo indeterminado, caso contrário, não venha não me contento com seu meio termo, me basto em cobrir essas memórias assim como fiz anos atrás e vou deixar-te ir.

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