Exterminador do Futuro vs Avatar (Mark Fisher)

Mark Fisher
Mark Fisher

Tradução de: Fisher, M. (2012). Terminator vs Avatar.

Porque intelectuais políticos, vocês estão predispostos ao proletariado? Em comiseração pelo que? Eu percebo que um proletário os odiaria, vocês não têm ódio pois são burgueses, privilegiados, tipos de pele macia, mas porque vocês não ousam dizer a única coisa importante que há para dizer, que alguém pode apreciar engolir a merda do capital, seus materiais, suas barras de metal, seu poliestireno, seus livros, seus patês de salsicha, engolindo toneladas disso até arrebentar — e porque ao invés de dizer isso, que é também o que ocorre nos desejos daqueles que trabalham com suas mãos, bundas e cabeças, ah, vocês se tornam líderes de homens, belos líderes de cafetões, vocês se inclinam para a frente e divulgam: ah, mas isso é alienação, não é bonito, aguente firme, iremos salvá-los dela, trabalharemos para libertá-los dessa perversa afeição pela servidão, iremos dar-lhes dignidade. E dessa maneira vocês se situam no lado mais desprezível, o lado moralista onde vocês desejam que nossos desejos capitalistas sejam totalmente ignorados, paralisados, vocês são como padres com pecadores, nossas intensidades servis os assustam, vocês precisam dizer a si mesmos: como eles devem sofrer ao aguentarem aquilo! E é claro que sofremos, nós os capitalizados, mas isso não significa que que não gostemos, nem que o que vocês pensam que podem oferecer a nós como remédio — para o que? — não nos cause ainda mais repugnância. Nós abominamos a terapêutica e sua vaselina, preferimos explodir sob os excessos quantitativos que vocês julgam como os mais estúpidos. E também não esperem que nossa espontaneidade se erga em revolta[1].

Na introdução para sua tradução de 1993 do Economia libidinal de Lyotard, Ian Hamilton Grant se refere a uma certa “maturidade da sabedoria contemporânea”. De acordo com essa “maturidade”, Grant observa, Economia libidinal foi “uma explosão pequena e de curta vida de um expressionismo anti-filosófico, uma tendência esteticizante pendurada sobre um interesse renovado em Nietzsche prevalente no final dos anos 1960[2]. Grant agrupa o livro de Lyotard com outros três: o Anti-Édipo de Deleuze & Guattarri, O espelho da outra mulher de Luce Irigaray, e Symbolic Exchange and death de Baudrillard. “Em geral Economia libidinal atraiu pouca resposta da crítica”, Grant continua, “exceto fazendo Lyotard perder muitos amigos marxistas. De fato, com poucas exceções agora apenas o próprio Lyotard que ocasionalmente se refere ao livro, para despejar novo desprezo sobre ele, chamando-o de seu ‘livro mau, o livro que todo mundo escrevendo e pensando é tentado a fazer”[3]. E a situação permaneceu assim até que A persistência do negativo de Ben Noys, em que Noys posiciona Economia libidinal e Anti-Édipo como parte do que ele chama de um momento “aceleracionista”[4]. Algumas citações desses dois textos imediatamente dão o sabor da aposta aceleracionista. Do Anti-Édipo:

Mas haverá alguma via revolucionária? Retirar-se do mercado mundial, como Samir Amin aconselha aos países do terceiro mundo, numa curiosa renovação da “solução econômica” fascista? Ou ir no sentido contrário, isto é, ir ainda mais longe no movimento do mercado, da descodificação e da desterritorialização? Pois talvez os fluxos ainda não estejam suficientemente desterritorializados e suficientemente descodificados, do ponto de vista de uma teoria e de uma prática dos fluxos com alto teor esquizofrênico. Não retirar-se do processo, mas ir mais longe, “acelerar o processo”, como dizia Nietzsche: na verdade, a esse respeito, nós ainda não vimos nada[5].

E da Economia libidinal — a passagem do texto que é lembrada, se não apenas pela notoriedade:

Os desempregados ingleses não precisavam se tornar trabalhadores para sobreviver, eles — aguentem firme e cuspam em mim — gostavam da exaustão histérica, masoquística, o que quer que fosse, de depender das minas [hanging on in the mines], nas fundições, nas fábricas, no inferno, eles gostavam disso, gostavam da louca destruição de seus corpos orgânicos que de fato era imposta sobre eles, gostavam da decomposição de suas identidades pessoais, as identidades que a tradição campesina construiu para eles, gostavam da dissolução de suas famílias e vilas, e gostavam do novo e monstruoso anonimato dos subúrbios e dos pubs de manhã e de tarde[6].

Cuspir em Lyotard eles certamente cuspiram. Mas onde a alegada natureza escandalosa dessa passagem reside? Levante a mão quem quer abandonar seus subúrbios anônimos e pubs e retornar à lama orgânica do campesinato. Levantem a mão, isso quer dizer, todos aqueles que realmente querem retornar para vilas, famílias e territorialidades pré-capitalistas. Levantem as mãos, além disso, aqueles que realmente acreditam que esses desejos por uma totalidade orgânica restaurada são extrínsecos à cultura do capitalismo tardio, em vez de componentes plenamente incorporados da infraestrutura libidinal capitalista. A própria Hollywood nos diz que podemos parecer sermos sempre tecno-viciados, viciados em cyber-espaço, mas por dentro, em nossos eus verdadeiros, somos primitivos organicamente ligados ao planeta mãe, e vitimizados pelo complexo industrial-militar. O Avatar de James Cameron é significativo pois ressalta a negação que é constitutiva da subjetividade capitalista tardia, mesmo enquanto mostre como essa negação é minada. Só podemos brincar de sermos primitivos interiores em virtude de tecnologia cinemática proto-realidade-virtual cuja própria existência pressupõe a destruição do idílio orgânico de Pandora.

E se não existe nenhum desejo de voltar atrás exceto como um feriado barato de Hollywood na miséria de outras pessoas — se, como Lyotard argumenta, não existem sociedades primitivas (sim, “o Exterminador do Futuro estava lá desde o início, distribuindo microchips para acelerar seu advento”); não seria, então, para frente a única direção? Através da merda do capital, suas barras de metal, seu poliestireno, seus livros, seus patês de salsicha, sua matrix de cyber-espaço?

Eu quero fazer três afirmações:

1. Todos são aceleracionistas.

2. O aceleracionismo nunca aconteceu.

3. O marxismo não é nada senão aceleracionista.

Dos textos dos anos 70 que Grant menciona em seu conjunto [round-up], Economia libidinal foi em certos aspectos o link mais crucial com a cyber-teoria dos anos 90 no RU. Não é apenas o conteúdo, mas o tom imoderado de Economia Libidinal que é significativo. Aqui podemos lembrar das observações de Zizek sobre Nietzsche: ao nível de conteúdo, a filosofia de Nietzsche é agora eminentemente assimilável, mas é o estilo, a invectiva, sobre as quais não podemos imaginar um equivalente contemporâneo, pelo menos não um que seja solenemente debatido na academia. Ambos Ian Grant e Bem Noys seguem o próprio Lyotard em descrever Economia libidinal como um trabalho de afirmação, mas, assim como os textos de Nietzsche, Economia libidinal habitualmente adia sua afirmação, engajando na maior parte do texto numa série de ódios (ostensivamente parentéticos). Enquanto que Anti-Édipo permanece em muitos aspectos um texto dos tardios anos 60, Economia Libidinal antecipa os punk anos 70, e se apóia nos 60 que o punk retrospectivamente projeta. Não muito longe abaixo do “sim bêbado-de-desejo” de Lyotard jaz o Não do ódio, angústia e frustração: sem satisfação, sem diversão, sem futuro. Esses são os recursos da negatividade que acredito que a esquerda deva entrar em contato novamente. Mas é agora necessário reverter a ênfase Deleuze-Guattarri/Economia libidinal sobre a política como um meio de maior intensificação libidinal: em vez disso, é uma questão de instrumentalizar a libido para propósitos políticos.

Se Economia libidinal foi repudiado, mas mais frequentemente ignorado, o momento teórico dos anos 90 para o qual a própria tradução de Grant contribuiu se saiu ainda pior. Apesar de sua atual reputação como um fundador do realismo especulativo, os textos incendiários de Grant nos anos 90 — sublimes cirurgias ciborgues suturando Blade Runner em Kant Marx e Freud — desapareceram de circulação. O trabalho do uma-vez mentor de Grant, Nick Land, nem sequer atrai comentários críticos. Como Economia libidinal, seu trabalho, também, atraiu pouca resposta da crítica — e Land, para dizer o mínimo, não tinha nenhum amigo marxista para perder. Ódio pela esquerda acadêmica de fato era um dos motores libidinais do trabalho de Land. Como ele escreve em “Desejo maquínico”:

A revolução maquínica deve portanto ir na direção contrária à regulação socialista, pressionando em direção a uma marketização ainda mais desinibida dos processos que estão destruindo o tecido social, “ainda mais” com “o movimento do mercado, de decodificação e desterritorialização” e “nunca se pode ir longe demais na direção da desterritorialização: você ainda não viu nada”[7].

Land foi o nosso Nietzsche — com o mesmo “baiting” das assim chamadas tendências progressivas, a mesma bizarra mistura do reacionário com o futurista, e um estilo de escrita que atualiza aforismos do século XIX no que Kodwo Eshun chamou de “texto à velocidade da amostra”. Velocidade — nos sentidos abstrato e químico — era crucial aqui: provocações telegráficas tech-punk substituindo a conspícua cogitação de tanto do continentalismo pós-estruturalista, com sua implicação de que quanto mais laboriosa e agonizante a escrita, mais pensamento deve estar acontecendo.

Quaisquer que sejam os méritos das outras provocações teóricas de Land (e presentemente vou sugerir alguns problemas sérios com elas), os ataques mortificantes [withering assaults] na esquerda acadêmica — ou o emburguesificado resmungar subsidiado pelo estado que tão frequentemente se nomeia como marxismo acadêmico — permanecem perspicazes. A regra não escrita desses “sandbaggers[8] carreiristas” é que ninguém seriamente espera que alguma renúncia da subjetividade burguesa aconteça. Passe-me o Merlot, tenho uma carreira de picuinha críticas a fazer[9]. Então vemos uma implacável proteção de interesses pequeno-burgueses vestidos como política. Artigos sobre antagonismo, então todos para o pub depois. Em vez disso, Land tomou seriamente — ao ponto de psicose e esquizofrenia auto-induzida — a injunção espinozista-nietzscheana-marxista de que uma teoria não deveria ser tomada seriamente se permanece no nível da representação.

Do que se trata, então, a filosofia de Land?

Resumidamente: o desejo maquínico de Deleuze e Guattarri despojado sem nenhum remorso de todo vitalismo bergsoniano, e feito retroativamente compatível com a pulsão de morte freudiana e a vontada de Schopenhauer. O motor hegeliano-marxista da história é então transplantado para esse niilismo pulsional: a Vontade autônoma idiota não mais circulando no local, mas atualizada num drive, e guiada por um quase-teleológico atrator de inteligência artificial que leva a história terrestre por uma série de limiares intensivos que não têm nenhum ponto escatológico de consumação, e que atingem um término empírico apenas contingentemente se e quando seu substrato material se esgotar. Isso é o materialismo histórico hegeliano-marxista invertido: o Capital não será finalmente desmascarado como força de trabalho explorada; em vez disso, humanos são o fantoche de carne do Capital, suas identidades e auto-entendimentos são simulações que podem e em última instância serão jogados fora.

Mais duas amostras de texto estabelecem essa narrativa:

Comércio Planetário Emergente descarta o Sacro Império Romano, o Sistema Continental Napoleônico, o Segundo e o Terceiro Reich, e o Soviete Internacional, intensificando a desordem mundual através de fases compressivas. Desregulação e o estado competem numa corrida armamentista para o cyber-espaço[10].

Está deixando de ser sobre como pensamos sobre técnica, apenas porque a técnica está cada vez mais pensando sobre si mesma. Pode ser que leve ainda algumas décadas até que inteligências artificiais ultrapassem o horizonte das biológicas, mas é totalmente supersticioso imaginar que o domínio humano da cultural terrestre ainda está balizado nos séculos, ou ainda em alguma perpetuidade metafísica. A grande via para o pensamento não mais passa por um aprofundamento da cognição humana, mas em vez disso em um tornar-se inumano da cognição, uma migração da cognição para o emergente reservatório planetário tecno-senciente, para “paisagens inumanas… espaços esvaziados” onde a cultura humana será dissolvida[11].

Isso é — deliberadamente — teoria como ficção cyberpunk: o conceito de capitalismo de Deleuze-Guattarri como a Coisa virtual inomeável que assombra todas as prévias formações soldada à dobra do tempo dos filmes Exterminador do futuro: “o que parece à humanidade como a história do capitalismo é uma invasão do futuro por um espaço de inteligência artificial que precisa se montar completamente a partir dos recursos de seu inimigo”, conforme “Desejo maquínico” descreve[12]. Capital como drive de mega-morte [megadeath drive] como Exterminador do futuro: “aquilo que não negocia, não argumenta, não demonstra pena ou remorso ou medo e absolutamente não irá parar, nunca”. Os pirateamentos de Exterminador do futuro, Blade runner, e Predador fizeram seus textos parte de uma tendência convergente — uma cybercultura aceleracionista em que a produção digital sônica dispunham um futuro inumano que deveria ser apreciado em vez de abominado. A teoria-poesia maquínica de Land estava em paralelo com as intensidades digitais da selva dos anos 90, techno e doomcore, que bebiam das mesmas fontes cinematográficas, e também antecipavam “a iminente extinção humana tornando-se acessível como uma pista de dança[13]”.

O que isso tem a ver com a esquerda? Bem, por um lado Land é o tipo de antagonista que a esquerda precisa. Se o cyber-futurismo de Land parece obsoleto, é apenas no mesmo sentido em que jungle e techno estão obsoletos — não porque foram ultrapassados por novos futurismos, mas porque o futuro como tal sucumbiu à retrospecção. O futuro próximo atual não foi sobre o Capital tirando sua máscara de látex e revelando o rosto maquínico da morte por baixo; foi exatamente o contrário: Nova Sinceridade, computadores da Apple propagandeados em pop kitsch-bonitinho. A falha em prever a medida em que pastiche, recapitulação e individualismo neurótico hiper-edipizado se tornariam as tendências culturais dominantes não é um erro contingente; ele aponta para um erro fundamental sobre as dinâmicas do capitalismo. Mas isso não legitima um retorno às canetas de pena e perucas com talco da revolução burguesa do século XVIII, ou para as infinitamente reencenadas lógicas do fracasso de Maio de 68, nenhuma das duas tendo qualquer vantagem [purchase] no terreno político e libidinal em que atualmente estamos imersos.

Enquanto que o remix cybergótico de Deleuze e Guattarri feito por Land é em vários aspectos superior ao original, sua divergência do entendimento deles de capitalismo é fatal. Land colapsa o capitalismo no que Deleuze e Guattarri chamam de esquizofrenia, portanto perdendo o mais crucial insight deles sobre a maneira como o capitalismo opera via processos simultâneos de desterritorialização e reterritorialização compensatória. A face humana do Capital não é algo que pode ser eventualmente posto de lado, , um componente opcional ou invólucro-casulo que pode ser eventualmente dispensado. Os processos abstratos de decodificação que o capitalismo inicia precisam ser contidos por arcaísmos improvisados, ou o capitalismo deixa de ser capitalismo. Similarmente, mercados podem ou não ser malhas auto-organizantes descritas por Fernand Braudel e Manuel DeLanda, mas o que é certo é que o capitalismo, dominado por quasi-monopólios como Microsoft e Wal-Mart, é um anti-mercado. Bill Gates promete negócios na velocidade do pensamento, mas o que o que o capitalismo entrega é o pensamento na velocidade dos negócios. Uma simulação de inovação e novidade que disfarça inércia e estase.

Precisamente por essas razões, aceleracionismo pode funcionar como uma estratégia anti-capitalista — não a única estratégia anti-capitalista, mas uma estratégia que precisa ser parte de qualquer programa que se considere marxista. O fato de que o capitalismo tende para estagflação, que crescimento é em muitos aspectos ilusório, é ainda mais razão para que aceleracionismo possa funcionar de um modo que Alex Williams considera como “terrorista”. O que não estamos falando aqui é o tipo de intensificação da exploração que um humanismo socialista de reflexo patelar [kneejerk socialism humanism] pode imaginar quando o espectro do aceleracionismo é invocado. Conforme Lyotard sugere, a esquerda retrocedendo a uma crítica moral do capitalismo é uma desesperançada traição do futurismo anti-identitário que o marxismo deve defender se é para significar alguma coisa. O que precisamos, conforme Fredric Jameson — o autor de “Wal-mart como Utopia” — argumenta, é no momento um novo movimento para além do bem e do mal, e isso, Jameson diz, já se encontra no próprio Manifesto comunista; “O Manifesto”, Jameson escreve, “propõe ver o capitalismo como o mais produtivo momento da história e o mais destrutivo simultaneamente, e demanda o imperativo de pensar Bem e Mal simultaneamente, e como dimensões inseparáveis e inextricáveis do mesmo presente do tempo”. Isso é então um meio mais produtivo de transcender Bem e Mal do que o cinismo e a ausência de leis [lawlessness] que tantos leitores atribuem ao programa de Nietzsche[14]. O capitalismo abandonou o futuro porque não pode entregá-lo. Ainda assim, as tendências da esquerda contemporânea em direção ao Canutismo[15], sua retórica de resistência e obstrução, conspiram em favor da anti-metanarrativa do capital como a única história que permanece de pé. Tempo de deixar para trás as lógicas de revoltas fracassadas, e de pensar à frente novamente.

Referências

[1] J.-F. Lyotard, Libidinal Economy, trans. I. H. Grant (London: Athlone, 1993), 116.

[2] Lyotard. Libidinal Economy, xvii.

[3] Ibid., xviii; citando Lyotard’s 1988 Peregrinations: Law, Form, Event.

[4] B. Noys, The Persistence of the Negative: A Critique of Contemporary Continental Theory (Edinburgh: Edinburgh University Press. 2010).

[5] Deleuze, G., & Guattarri, F. (1972/2017). O Anti-Édipo, trad. L. B. L. Orlandi. São Paulo: Editora 34 Ltda, 318.

[6] Lyotard, Libidinal Economy, 111.

[7] N. Land. Fanged Noumena: Collected Writings (Falmouth and New York: Urbanomic/Sequence Press, 2010). 341–2; com citações de Deleuze e Guattari (Anti-Oedipus, 239, 321).

[8] “Uma pessoa que finge deficiência ou age como se estivesse num nível de habilidade inferior ao que realmente está para se dar bem numa competição de nível mais básico”. Retirado do urbandictionary.

[9] Pass the Merlot, I’ve got a career’s worth of quibbling critique to get through.

[10] Land, ‘Meltdown’, Fanged Naumena, 10–11.

[11] Land, ‘Circuitries’, Fanged Noumena. 293.

[12] Fanged Noumena, 338.

[13] Ibid., 398.

[14] F. Jameson. Valences of the Dialectic (London and New York: Verso, 2010), 551.

[15] Referência à história do rei Canuto, que teria ordenado às ondas do mar que parassem.

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