“POIS PAZ SEM VOZ, NÃO É PAZ É MEDO”

O nível de cooperação, solidariedade e promoção de igualdade de um povo passa pela aceitação de perdas para uma determinada classe, para que o ganho venha para outros. As acomodações vem para resolver situações de precariedade de um grupo. No meio dessa transformação, as ambiguidades e contradições surgem. O que você faz?

  • as pessoas querem que os estudantes façam protestos desde que não interrompam algumas vias-chave de acesso a casa e ao trabalho;
  • as mulheres foram criticadas ao relatarem cenas machistas por alguns intelectuais, especialmente, um escritor que, embora a boa intenção, deu conselhos as mulheres sobre como se posicionarem por meio da escrita para não reforçar os estereótipos de que feministas são mal-amadas.
  • A polícia quer conter a ordem pelo uso desmedido da força, seja na repressão de manifestações pacíficas, seja nas abordagens cotidianas, operacionalizadas com atos de crueldade, sendo que a segurança pública deveria ser um imperativo.

Os movimentos sociais perturbam, há que se ter uma visão ampla do que ocorre, sobre os direitos que se reivindica, os protestos, no geral, não são detalhadamente organizados, há um aprendizado no caminho. E urge cada vez mais empatia e compaixão.

A confusão está só começando, em redes, e se as reivindicações são para melhor, que possamos apoiá-las. Vivemos a era do protagonismo dos indivíduos. A voz nunca foi tão usada; silenciar, neste caso, figura omissão. Sem diálogo nada irá para frente.

“…pois paz sem voz, não é paz é medo.”

– O Rappa

Crédito imagem: Marlene Bergamo