Para a empresa oferecer experiências de aprendizagem mais alinhadas com o mundo digital não basta incluir o e-learning no cardápio

A revolução digital está em pleno curso e este é um caminho sem volta. Não se trata apenas de uma crise momentânea, mas de uma transição do mundo que conhecemos para um mundo muito mais rápido, conectado e colaborativo.

As pessoas já produzem, consomem e compartilham informação e conhecimento via redes sociais, fazem compras e transações bancárias online, utilizam todos os tipos de aplicativos para facilitar suas vidas, enfim, já estão imersas no mundo digital e isso é muito bom, não é?

Sim, é, mas acontece que as empresas onde essas pessoas trabalham que não são nativas do mundo digital ainda estão tentando definir o que tudo isso realmente significa para seus negócios, processos, produtos e até mesmo para sua relação com seus clientes e funcionários. Dentro dessas empresas, o RH e as áreas de T&D ainda estão tentando se aproximar do negócio e alinhar sua oferta aos objetivos estratégicos da organização, antes mesmo de pensar em promover experiências de aprendizagem mais alinhadas com a realidade digital que seus funcionários já vivem em suas vidas. E é aí que mora o problema, pois a forma como as pessoas aprendem na vida é muito diferente da forma que aprendem nas empresas.

Lembrando que, para a empresa oferecer experiências de aprendizagem mais alinhadas com o mundo digital não basta incluir o e-learning no cardápio. Estamos falando de aprendizado multiplataformas, que permite ao usuário buscar conhecimento de fontes internas e externas à organização usando seu celular, tablet ou computador. Estamos falando de novas tecnologias de aprendizagem como games, salas de aula virtuais, plataformas de compartilhamento de conhecimento e boas práticas. Estamos falando de treinamentos presenciais para temas complexos e imersivos. Estamos falando de aprendizagem como apoio à performance, usando recursos como big data e people analytics. Estamos falando de mensurar e apresentar o resultado das experiências de aprendizagem para o negócio.

Estamos falando de aplicar o mind-set digital para o mundo da aprendizagem corporativa, dando autonomia e espaço para que os usuários produzam, compartilhem e acessem o conhecimento onde e quando precisarem.

É simples? Não. É fácil? Também não. Mas é possível e já tem gente fazendo.

E como disse lá no início, a revolução digital já começou e é um caminho sem volta.