A Era do Trabalho Remoto

Já faz algum tempo que o conceito de trabalho remoto, ou home office, chegou na grande mídia. Recentemente foi assunto do Jornal Nacional, conforme reportado aqui. Agora foi a vez da revista Veja destacar o tema na edição de 28 de outubro de 2015. A revista aborda o tema do trabalho remoto com otimisto, ainda que com alguma cautela.

O artigo destaca a tecnologia da nuvem como um elemento transformador de diversos aspectos da vida das pessoas, incluindo as relações trabalhistas. A revolução do emprego flexível, conforme a revista coloca, já chegou e traz inúmeras vantagens e desvantagens.

As vantagens do trabalho remoto

  • 95% dos empregados preferem ficar em casa, ou mesclar essa opção com o escritório.
  • 50% é a redução média na quantidade de conflitos familiares, ocasionada pelo trabalho na nuvem.
  • 38% das pessoas elegem a opção de trabalhar remotamente como um dos fatores para aceitar um emprego.
  • 13,5% é o aumento de produtividade do funcionário remoto.

As desvantagens

  • 64% dos profissionais de 40 a 50 anos associam o home office com redução de salário.
  • 55% dos empregados jovens, porém, não aceitariam a diminuição do salário em troca dessa flexibilidade.
  • 50% menor é a chance de ser promovido caso se trabalhe exclusivamente de casa.

A nova revolução industrial

O otimismo se revela quando o artigo compara o potencial da transformação atual das relações de trabalho com a revolução industrial do século XVIII que transformou artesãos em operários. Os temores da época foram dissolvidos pelas constatações históricas. O que se observou, de fato, foi que a produtividade aumentou oito vezes, o salário médio cresceu dez vezes e a expectativa de vida dobrou.

Era do trabalho remoto é pouco

É difícil acompanhar a evolução da Internet, da nuvem e dos dispositivos móveis (smartphones, tablets e notebooks) e discordar do potencial transformador dessas tecnologias na forma como as pessoas se organizam e trabalham. A Internet tem duas ou três décadas de história, a nuvem, como conhecemos hoje, só alguns anos. Muita coisa ainda está por vir, tanto em termos de conectividade, assim como em termos de ferramentas de produtividade e colaboração. O horizonte é tão promissor (e incerto) que chamar essa transformação de “a era do trabalho remoto” é subestimar o potencial da revolução em andamento.

Fonte: Revista Veja, 28 de outubro de 2015.