Ei, menina. Menina, menina bonita, menina que mora em mim. Menina, eu gosto muito do que você é. Eu gosto dessa coisa de descobrir você, de descobrir cada camada, detalhe, interesse e gosto que envolve você, coisas que fazem de você quem você é. Eu gosto das coisas que você gosta e de como gosta delas, de como fala delas.
Mergulho em você, nas suas palavras e no movimento dos seus lábios cada vez que começa a contar histórias dos artistas que ouve. Me atento às histórias da sua infância, às suas lembranças doces que você divide assim de modo divertido.
É muito bonito tudo o que torna você a pessoa que você é. Do seu modo simplista e característico de se vestir, com suas roupas pretas, seus brincos geométricos e suas botas, ao modo como você usa as palavras, como monta seu vocabulário, um vocabulário tão seu, um livro de expressões que ora diverte ora ensina.
E por falar nisso, o seu modo de viver ensina. É sorte aprender todos os dias com a sua dedicação, a sua calma, a sua simplicidade ao resolver as coisas, com o seu foco e dedicação e com o seu jeito de se doar. Aprender com o modo com que você se valoriza, se respeita e se ama.
Você, menina, é cheia de sabedoria e maturidade. É responsável e compromissada, é dedicada ao que é, ao que faz e sente, ao que acredita. Você detém um cuidado ao viver, um cuidado consigo que faz admirar, inspirar e que faz a gente olhar para vida e pensar no quanto deveríamos cultivar esse cuidado.
É teu um coração justo e honesto. Tão simples como você é simples. É teu um andar plácido, um toque quente e acolhedor, um sorriso de luz.
É tua essa vida linda, essa vida centrada e de uma leveza sem igual. Vida que eu admiro, vida que eu amo e que, todos os dias, agradeço a Deus, ao universo e a você, por ter encontrado, por me permitir descobrir, fazer parte, ser parte, compartilhar. Essa vida tua que eu respeito e amo. Vida que mostra quem você é: uma mulher rara, única, de um encanto sem fim.
Para a menina cheia de vida, uma vida bonita. Para G.