Jornalista, escritora e poeta. Amante do erotismo. Compartilho aqui prosas poéticas.
Chovia torrencialmente pela segunda vez
Lá fora
E aqui dentro
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Aquele dia eu era apenas uma menina solitária
Bilhete para a despedida
A lua inundava o quarto e eu via o contorno do teu corpo.A noite era alta e as estrelas estavam longe.
Enquanto o mundo lá fora
Se veste com tecidos macios de pudor
Ela, dentro da tarde, sob o sol seco do meio-dia
Desfolha — na pele, sombras botânicas de coragem nua
Selvagem, o corpo cresce em delírio
Pode vir, Humberto
Passei a tarde inteira escrevendo versos ruins e tomando café
Desencontrei a alma do verso, emudeci.
tudo
Fui tua.Carne nua de Mulher no teu mundo. Lânguida. Poros abertos e coragem última.Nossa cama era de um pertencimento sagrado de palavras e inaugurações.As luzes de outono de todos os países passavam sob nós, quando, debaixo dos lençóis, eu me inclinava para sorver o teu líquido, e via, fixada em…