A busca.

Tenho buscado sinais. de confirmação, de gozo, de futuro. promissor. Há um grito de alerta — de quem busca. Tenho buscado. O equilíbrio no rosto, o corpo que vê. e sente. O mais íntimo, o crivo, o sumo, o fulcral. Minha energia centrípeta me leva pra fora, uma busca, uma confirmação, pelo externo, para deglutir e internalizar e regurgitar e emoldurar na parede do que há em mim o que do outro recebo. Atam-me as mãos que estendem e que negam a razão autoritária e punitiva. Todavia, busco. Pois quero antes a razão do desvario, súmula entrópica do afeto, interior de quem sente arder correr circular a vida acontecendo em vermelho. Cor da emergência, da fertilidade, do desejo. de quem busca.

Sangro cor de quê? Busco. Sou profusão de desejo e internalizo fantasias que delineio com meu indicador que aponta, massageia, excita. (em riste!) Quero e, por isso, desejo. Desejo, por isso quero fantasio instituo inauguro massageio excito gozo aponto e lambo e aproximo e atesto e silencio e desço e subo e gozo derramo seco transbordo (em cor de quê?) fantasio instituo e toco e massageio e excito e desejo e fantasio o prazer embalsamando minha pele que deseja o desejo e arrepia os pelos pela audição sempre tão sedutora quanto os olhos, que são a janela da alma — não é assim que diz o poeta? O que diz a poesia? O que diz a poesia do desejo que tem se revelado chão e céu (e eu no entremeio) de minha trajetória? Avante!

Desejo e busco no tilintar de um desastre aéreo, em que os cacos — maior imagem de quem busca e deseja e fantasia compor uma personagem per si e para o outro — são fragmentos de um grande quebra-cabeças que entrecruza caminhos de uma vida dupla e vária. Busco o desejo e fantasio. Por que tão mais saborosa a vida paralela da realidade imaginada? Fantasio, então.

E busco.

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