#Hojeeuresolviarriscar

Toda vez que me proponho a escrever é a mesma enrolação. Leio, releio, rascunho sobre o tema, mas a coragem de pôr no papel é menor do que uma cabeça de alfinete. Não deveria, eu sei, afinal para muitos, escrever é sinônimo de libertação, de refúgio, de lugar onde se pode expressar pensamentos de forma segura. Mas a palavra tem força e dependendo da força que carrega, ela pode causar um verdadeiro cataclismo. 
 Escrever requer coragem para colocar a cara a tapa, despir ideias, opiniões e inseguranças. Tá aí, este é meu calcanhar de Aquiles, as pessoas criarem expectativa quanto a minha escrita, e ela não cumprir de forma satisfatória o seu dever perante o receptor, que está ali sentado do outro lado da tela, depositando seu tempo, buscando informar-se, entreter-se ou ler algo que faça o mínimo sentido para ele. As vezes, em alguns momentos, penso que eu apenas deveria lançar logo as palavras na folha em branco do papel como se fossem dados que lançam a minha sorte. No entanto, acontece tanta coisa na cabeça, ela pensa, faz ligações entre assuntos e parece que tudo se perde em um emaranhado de pensamentos aleatórios, que insistem em não se apresentar de forma ordenada, ou de uma forma que faça algum sentido, para alguém além de mim… Hoje resolvi arriscar, jogar os dados e lançar as palavras sem revisão, correção ou ansiedade. Tá aí, por hoje eu resolvi arriscar.

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