Empreendedorismo materno real? TEMOS!

Eu não acreditava em empreendedorismo para mim. Vim de uma criação onde sempre acreditei que trabalhar para os outros era seguro, era livre de dores de cabeça, que eu não deixaria de receber em caso de oscilações financeiras e que sim, eu poderia perder “tudo” empreendendo.

Essa era a minha cultura familiar de base. Nunca havia feito nada por minha conta, sequer ter um banquinha de limonadas para vender no verão.

Passei meus anos de ouro dando o meu melhor, a minha vida, os meus conhecimentos, trabalhando formavelmente para os outros. Sou graduada em Administração de Empresas e fiz esse curso para atender as necessidades do meu empregador e não as minhas.

Jamais na minha vida pensei em ser administradora!

Pois bem, estava eu levando a minha vida nas águas calmas do CLT. Poucas coisas tiravam meu aparente sossego…Bastava eu trabalhar bem, render, ser política dentro do possível que minha cadeira e minha vaga na garagem estariam garantidas.

Isso até eu engravidar. Até eu me tornar uma pessoa descartável para o mundo capitalista. Até eu carregar um “estorvo social” nos braços.

Ai meu amigo, o mundo tranquilo se inverte. Trabalhar com a performance que eu tinha não cabia mais na minha realidade.

Com 31 anos de idade eu queria amamentar. Fugia de chupeta (meu filho nunca usou) e de mamadeiras…Durante esse tempo vi muitas famílias de plástico. Lindos, altos, cabelos esvoaçantes e ocos por dentro.

Adolescentes totalmente desestruturados emocionalmente, crianças que cresceram nos braços aquecidos de uma babá de confiança, que viam os pais ao fim do dia e olhe lá. Muitos problemas. Eu não queria isso para mim…Escolhas, não sei do futuro de meu filho mas sei que deveria fazer diferente no presente.

Com o passar do tempo vi que sair de casa as 13:00 e chegar as 23:30 não seria compatível com a maternagem que eu queria. De tudo eu só desejava que meu filho crescesse sem chamar a avó de mãe.

Paguei o preço pelas minhas escolhas. E foi caro.

O meu empregador não fez nenhum tipo de acordo para me demitir. Disse que pensaria, me deixou dois meses em casa propositalmente esgotando minhas 03 férias de gaveta. Nesse período que eu tinha vínculo empregatício não recebi nada. Tinha apenas a moeda da esperança de um acordo e da suposta gratidão que finalmente eu seria demitida.

Não fui. Não recebi minhas férias pois na confiança havia assinado sem usufruir e tive que pedir a conta.

Dez anos de CLT e eu sai com meus dias. Ferida pela situação, mas feliz e de cabeça erguida por estar com meu filho nos braços e por saber que dali pra frente o papo era outro.

Sai desse “fim de relacionamento” mais forte e decidida a fazer a diferença pelas minhas próprias mãos. Dane-se o que meu pai dizia! Dane-se tudo, eu não tinha nada a perder. Mamacita aqui estava decidida a dar a volta por cima e lacrar tudo.

Chapter Two: O salto da pulga.

Meu filho nasceu em casa, parto domiciliar. Minha experiência de parto foi divina. Equipe nota mil, gataiada me rodeando, músicas rolando, Lhasa de Sela e Milton Nascimento comandando tudo.

Poxa vida, outras mulheres deveriam ter uma experiência assim. Nessa construção as doulas foram fundamentais nesse processo.

Eu sou administradora de formação, mas tenho o técnico em enfermagem também…Fazia freelas pela manhã com pacientes recém operados e adorava!

Era vida livre, pé na estrada, partilhas. Ganhei muitos presentes e amigos por toda uma vida…Cuidar sempre foi algo presente em mim. Doular era apenas natural.

Quando sai do trabalho eu era outra mulher. Cabelos revoltos, roupas mais alegres, minha essência estava florescendo. Eu lutei pelo meu parto, entrei de cabeça nesse Universo e namastetíscamente falando ouvi o chamado.

Me capacitei doula. E segue o capítulo 3!

Chapter Three: A incrível habilidade de fazer tudo com uma criança no colo.

Ai começa a maior dificuldade do empreendedorismo materno que muita gente romantiza. Você precisa fazer tudo com seu filho no braço. Estou empreendendo meu povo, sem condições de ter alguém pra ficar com meu filho em casa e sem ter como ir pra espaços fofos trabalhar enquanto ele se diverte debaixo das árvores com monitores.

Tudo o que foi feito foi com ele nos braços mamando, enfiando o dedo nos meus olhos e na minha boca.

Voltando a questão da capacitação como doula…Sim, minha mãe precisou ir comigo e ficar com ele pois o curso era em imersão.

Foi difícil. Meu coração saia pela boca. Meu filho não podia ficar na sala. Eu ouvia seu choro pedindo peito e saia. Eu gelava com medo dele atrapalhar lá dentro.

Veja, o desenrolar foi esse. Eu saia e o acolhia, me banhava, engolia a comida e voltava.

Era um prenúncio de que nada seria fácil.

Formada, com o coração cheio de amor e a mente de idéias eu estava disponível para atuar.

Mas e ai? Como as pessoas saberiam que eu era doula e que estava apta para fazer atendimentos?

Cartão? Site? No mundo da humanização serviços não são divulgados assim. Pode até ser, mas costuma não surtir efeito.

Doulas costumam ser indicadas pelo boca-a-boca de quem foi doulada, por sua participação em grupos de apoio que confere visibilidade a quem contribui entre outros.

Os grupos existentes não tem capacidade de absorção de novas doulas e nem tem esse compromisso. São formado por mulheres também empreendedoras que escolhem as suas parceiras por afinidade. Tem sua linha de atuação.

Eu tenho muitas idéias diferentes, a inserção não seria possível. Não são um grupo de proteção social, não são uma empresa que precisa de estagiários.

Com tudo isso sentei e refleti: O que eu quero para mim? Não é liberdade criativa, autonomia sobre todas as questões?

Não quero repetir padrões, sair de um modelo de trabalho e entrar num outro parecido com um contexto diferente.

É meus caros, deu pra ver que o início seria mais complicado que eu poderia pode imaginar.

Eu com muito bem querer podia fazer o que naquele momento? Como poderia ajudar outras mulheres sem estar doulando efetivamente?

Levando informação! Era tudo o que eu precisei na minha gestação, informações! Informações sobre a parte prática da gestação, sobre a questão holística de tudo.

Vi que essa abordagem não existia e quando não existe a gente cria. Tinha idéias incríveis de oficinas de arteterapia para gestantes, danças circulares. Depois de tanto tempo no cimento eu queria a natureza.

Uma pessoa muito querida me deu a maior lição de empreendedorismo que alguém poderia me ensinar:

“Esteja disponível Vanessa. Seja para uma ou para 100 pessoas. Use a sua energia para o bem!”

Não tinha medo de fazer eventos e oficinas e ter pouca adesão. Não tinha medo de poucas pessoas nas rodas.

E assim se deu. Fiz textos incríveis e eram tantos que eu precisava ordená-los. Começou a saga burocráticas que só quem empreende sabe. O café a gente que faz, o banheiro a gente que limpa.

Tudo é por nossas mãos, até a caneta que fica na mesa.

Bora lá, procurei o wordpress que eu achava que a usabilidade devia ser difícil e me encantei. Design limpo, fácil e simpático. Ali nasceu o Semearmos, meu blog voltado a gestação, parto e criação.

Com um bebê de 06 meses que não andava, não engatinhava e era amamentado exclusivamente no peito, morando num apartamento de 64m era relativamente fácil produzir. Os textos eram gerados na mente e eu sentava apenas para digitar. Textos enormes eram passados para o blog em poucos minutos.

Inspiração! Eu tinha espaço e tinha tempo. Produzia os textos, compartilhava nas comunidades, tinha tempo para pensar em atividades que eu poderia desenvolver com outras gestantes e ainda dava tempo de cuidar da casa e da comida.

O blog floresceu! Pouco tempo depois gestantes me abordavam e eu passei a ter de administrar as visitas que eu fazia em domicilio ou em algum café.

As visitas eram sempre com meu bebê e agradeço a todas essas mulheres pela sororidade exercida! Alias minha maior felicidade era essa…Não ser vista como um estorvo social por ter filho, pelo contrário, ser acolhida por quem gera vida.

Enfim, de volta a parte prática vi que para exercer as atividades, fazer as consultas seria ideal ter um espaço. Jamais tinha imaginado esse desenrolar. Para mim doular era ser acionada, pegar minha mala e sair!

O que eu fiz? Cedi a minha casa para encontros. Minha sala é bem grande, sem os móveis dava pra reunir um pessoal legal com conforto. Moro num bairro tranquilo, estacionar não seria problema.

E segui com minhas idéias. Nessa época eu já doulava uma gestante, seu parto seria próximo do Natal. Em cinco meses de formada eu tinha um blog bacana, já tinha feito atendimentos a outras gestantes e desenvolvia atividades num espaço legal onde eu podia ser livre.

Isso tudo com um filho pequeno nos braços! Meu marido foi crucial nesses momentos, tanto financeiramente como em apoio presencial e prático. Ele ficava com meu filho quando fazia oficinas, saia de casa por horas com ele.

A parte financeira é óbvia. A gente empreende e não recupera logo de cara o que investiu. Eu tinha muita grana guardada da época que trabalhei, somos uma família livre de dívidas então podia investir, de forma moderada, mas havia essa reserva.

O que fica claro é que nesse tempo todo embora tenha solidificado um alicerce legal, eu não pagava contas. Eu não contribuía em nada com o orçamento familiar. Tudo o que entrava eu reinvestia.

Investi as entradas para o design do logo do meu grupo de apoio. Decidi que o Blog Semearmos devia vir para nosso mundo em forma de grupo. Que os assuntos contidos nele mereciam uma troca presencial.

Ai o caminho foi das pedras. Demorei para encontrar uma designer disponível, quando o trabalho ficou pronto chegamos a conclusão que o que eu buscava deveria ter sido desenvolvido por uma ilustradora, mas para o momento era o que cabia.

O lema do grupo é a não hierarquia, a mobilidade e a colaboratividade. Quem se identifica com a proposta do grupo tem espaço de fala e de criação. Era isso que eu procurava, um grupo de composição mais flexível, é isso que as mulheres precisam de espaço de fala e de criação!

Fui lá e fiz! Eu, justo eu que acreditava na rigidez de um CLT para uma vida toda.

Partilhei com algumas mulheres e uma delas se tornou apoiadora do grupo, uma pessoa de enorme integridade moral e que eu tive a honra de acompanhar a gestação e parto de seu segundo filho.

Vejam só! Amizades para uma vida toda, ausência de competitividade, aumento da colaboratividade. Sim, essa apoiadora conseguiu um espaço físico para o Semearmos.

Hoje temos direito do uso de uma sala no CIS Guanabara, um espaço gerido pela Unicamp, reformado, com uma infraestrutura impecável com estacionamento amplo e gratuito, bem localizado e o melhor…Sem a geração de custos. Isso faz toda a diferença, sabem por que?

Não precisamos desenvolver atividades sistemáticas com temas de grande apelo, porém repetitivos, pois não temos custo com o espaço.

Nos reunimos mensalmente, abrimos a participação para qualquer mulher que tenha uma proposta legal e seja pactuada com os pilares do grupo e para nós não importa a quantidade de pessoas presentes. Estamos disponíveis, somos livres e independentes.

Grupo frutificado, reuniões realizadas, espaço de fala conquistado por meses de trabalho produzindo textos e auxiliando outras mulheres surge outro projeto em minha vida! A fotografia.

Fotografo há anos de maneira amadora, mas sempre foi paixão. Nunca pensei em me profissionalizar. Quem me mostrou que essa seria uma possibilidade real foram outras mulheres, gestantes!

Fotografei um parto e fiquei fascinada com essa possibilidade. No meu curso de formação de doulas tivemos aula de Fotografia de Parto e especificamente a facilitadora da aula tinha um trabalho bem bacana também.

Sete meses depois do nascimento do Semearmos fiz um curso de fotografia.

Fazer um curso de fotografia não foi só fazer um curso de fotografia. Foi ir para outra cidade a noite, foi sair com marido e filho a noite para fotografar e por em prática o que aprendi.

Fotografei muito, todos os dias tirava horas para ter intimidade com a câmera e treinar o olhar.

Para comprar os equipamentos fomos para São Paulo, não uma, mas três vezes. Quando comecei o curso disse que queria me profissionalizar e a indicação inicial foi de comprar a câmera e ponto.

Mas meus caros, trabalhar com fotografia envolve muito mais e por conta desse muito mais voltei mais duas vezes.

Precisamos da câmera, baterias reservas, flash, tripé, pelo menos dois HD externos, mala própria para carregar tudo. E as lentes. Comprei duas adicionais e estudos e leituras constantes. Porque a empreendedora materna aqui é oportunista. Estuda quando a cria dorme.

O notebook tem de ser legal, a cadeira precisa ser boa. Gastei com isso, montei um escritório com bons móveis, afinal eu sabia a dor física que enfrentaria se estivesse mal instalada e tivesse horas de edição pela frente.

Fora isso tem a questão prática. Precisei procurar auxílio de um contador para fazer as minhas declarações, tive que desenvolver embalagens para a entrega e só agora cheguei num modelo final.

Nesse processo a gente busca gráficas. Para confecção de cartão, para a personalização do material. E ainda tem o site que é super importante para a visualização do portfólio. Nele as fotos não perdem qualidade, é literalmente o cartão de visita.

Uma pessoa muito querida desenvolveu o logo e me deu de presente. Foi amor a primeira vista! Me ajudou absurdamente a dar uma carinha para Luz de Gaya.

Fiz o site SOZINHA. Como era impossível fazer durante o dia, varei madrugadas na criação, escolhendo fotos, textos e tudo mais. Quando o coloquei no ar, não acreditei que tinha conseguido.

Entendem que todo esse processo foi percorrido por mim com um filho nos braços, literalmente? Você consegue trabalhar com 15kg no colo mamando, puxando seu braço, enfiando o dedo no seu olho, roubando o mouse, chorando e apertando todo o teclado?

E ai a gente para tudo para fazer comida, picar alho, cebola, espremer laranja, brincar, cuidar do gato e lavar o banheiro?

Você consegue fazer tudo isso? Mães empreendedoras fazem.

E querem saber por que?

Porque temos nossas necessidades intelectuais de produzir. Porque ser mãe não tira a vida, a criação e a construção de nossa realidade.

E tem a questão financeira. É uma delícia ter nosso dinheiro. É uma delícia ter grana pra passear com nossos filhos, para estudarmos e fazermos cursos e para com o desenrolar das coisas participarmos ativamente da composição do orçamento para a casa.

Quando uma mãe empreende e você ai do outro lado consome, está contribuindo para uma família se desenvolver. É uma criança que terá a possibilidade de fazer mais atividades, de ir para uma escola legal, de ter condições de ajudar outras mulheres que estão trilhando esse mesmo caminho que depois de anos de dedicação foram escorraçadas de seus antigos empregos e tratadas como imprestáveis.

Não vamos comprar um jatinho ou uma casa em Angra dos Reis. Não dá.

Para quem acha que empreender é “seguir seus sonhos” ou “ter força de vontade”, saibam que não é só isso. É isso, mas tem muito a ver com apoio familiar e apoio de amigos.

Eu tive muito apoio do meu marido e de uma amiga. Meus amigos receberam muito bem meu trabalho. Indicações de doulagem ou fotografia vem deles.

Até o momento não patrocinei nenhuma postagem minha em redes sociais, não tenho nenhuma parceria com médicos para indicação de gestantes. Sou livre. Quem me indica vai por afinidade sem ter nada em troca.

Posso efetivamente ganhar menos com isso? Claro. Meu volume de trabalho será menor, mas por outro lado tenho comigo a liberdade que sempre sonhei. Trabalho menos e com mais qualidade.

A verdade que ninguém fala sobre a minha experiência de empreendedorismo materno é que:

*Trabalho muito mais do que quando entrava as 08:00 e saia as 18:00.

*Comer é uma questão problemática. Tenho que parar tudo para cozinhar e me alimentar. Sinto saudade da mágica comida na mesa ao 12:00.

*Trabalhar em casa pode ser sufocante. Separe uma grana para sair e espairar durante a semana.

*Durante um tempo até seu negócio firmar, não espere trabalhar e gastar 100% do que recebe. Vem devagar, pingando e uma reserva é sempre bem vinda.

Não tenho vergonha de dizer: No começo meu marido pagou as contas e continua pagando. O diferencial é que agora já posso contribuir de forma muito mais consistente no orçamento. E teremos melhoras! Meu sonho é…Vocês sabem, viver com meu próprio dinheiro. E com meus filhos ao meu redor. Enquanto isso reinvisto tudo o que entra.

Empreender requer uma persistência incrível, mas requer lucidez também. Nosso crescimento é como a copa de uma árvore, que se desenvolve para todas as direções. Se você decidiu fazer bolos e viu que não está virando depois de muito insistir, não tenha medo de mudar. Não tenha medo de diversificar. Não se apegue a ramos. Você é livre, lembra? Empreendedora. E pode ser o que quiser, ao mesmo tempo, inclusive.

Empreender é sofrido e muito pesado para quem é mãe, mas depois que colhemos os frutos, vemos que vale a pena a caminhada. E sentimos um orgulho absurdo do que nos tornamos.

E pra você que tem uma amiga que está empreendendo…Apoie. Curta e compartilhe suas postagens. Compre o bolo dela e não da padaria. Compre seu trabalho manual feito com carinho ao invés de se perder nos grandes magazines.

Lembro de uma touca de crochê que comprei de uma amiga que empreende.Veio numa sacolinha kraft super cheirosa, dobradinha com cuidado e com um saquinho de chá de morango junto.

E minhas roupas dos grandes magazines?

Socadas numa sacola de plástico.

Eu sei que tenho e tive privilégios. Não tinha urgências financeiras, tenho carro para me movimentar e pude usar todas as minhas entradas para reinvestir em meus projetos sem me preocupar em colocar comida na mesa. Quantas outras mulheres empreendem num cenário muito mais adverso? Quantas saem com filho pequeno no colo, pegam ônibus, tomam chuva para comprarem insumos?

Pensem nisso! Apoiem o empreendedorismo materno, comprem de mães e vocês mulheres, saibam que são capazes. Que juntas fazemos flores brotar do impossível chão.

P.S: Para quem quiser conhecer meu trabalho, meu site de fotografia é:

www.luzdegayafotografia.com.br

Meu blog é:

www.semearmos.wordpress.com

No facebook basta digitar Luz de Gaya Fotografia e Semearmos que vocês podem acompanhar as minhas movimentações.

Meus agradecimentos a Charlene Martins, Mário Meyrelles e Camila Cristina Soares. Vocês fizeram e fazem toda a diferença na minha caminhada.