CAMINHO PARA A CLARIDADE

Eu sinto algo chegando ao fim. — Pode ser a dor. Pode ser. Eu não quero que seja a gente. Meu maior medo é que seja o fim de um ciclo imenso de amor e brigas, e por mais feliz que eu esteja com o fim das brigas, eu não quero perder a chance de sentir seu amor e de amar você. Eu não quero perder a gente.

Não digo perder VOCÊ, porque no fundo eu sei que você nunca foi meu. Eu nunca fui sua. Eu quis tanto ser sua que eu acabei me sentindo sua e vice versa. Eu não quero perder a gente. Perder a praia. Aquele dia lindo de sol que pareceu marcar o início de um romance incrível que fazia sentido até antes de ser um romance.

Eu não sei até que ponto eu errei, e eu acho que to escrevendo pra entender um pouco o que tá na minha cabeça, o que eu to sinto. Eu tenho essa mania chata de me sentir vítima do mundo, e esquecer que eu também cometo erros, e você me ajuda com isso. Você me ajuda a perceber que eu e você cometemos erros. Mas, para que eu e você compreendamos um ao outro, a gente precisa empurrar o outro até o limite. E isso não é saudável.

Minha cabeça é cheia de conceitos e pré-conceitos, que em tese, até os que deveriam ser parte de uma desconstrução social, acabam ficando perdidos e confusos, porque na teoria, a prática é diferente. Você, "por ser homem" quando grita comigo, e se descontrola quando está em crise, eu sinto que eu deveria pensar "Meu Deus, isso é abusivo". Mas, ontem, quem gritou fui eu. Quem bateu na parede fui eu, e eu que te assustei. Então, eu também tenho isso, né? A agressividade. Mas, eu responsabilizei você. Afinal, homem que grita com mulher é abusivo, não é? Não exatamente. Ou eu também sou abusiva?

Por trás do grito, que você dá e que eu dou, eu sinto um desespero. Eu preciso ser compreendida por você. Eu quero que você acolha o que eu penso, o que eu sinto. Mas, é dever seu fazer isso? É o meu? Eu quero! Agora! Porra! Porque você faz isso? Porque é dificil te fazer entender? "Ou você é burra ou eu sou burro." E vice versa. E dói ouvir isso. Mas, eu já fui a pessoa que disse isso, não disse? Mas, eu não te acho burro, e eu acho que você me acha o oposto disso. Mas, porque magoar? Porque dizer? Porque se desesperar? Porque a gente não pode simplesmente aceitar que a cabeça um do outro é diferente, e que ensinar não envolve gritos e ameaças e raiva, e sim amor? Eu sei disso agora, mas na hora H eu não sei. Eu emburreço, e naquele momento, você tem razão de perder a cabeça. E eu tenho razão em perder a cabeça. E de repente, ninguém tem razão, e tá tudo uma merda.

Dói muito admitir que eu não sei o que fazer, porque dos dois, eu que sou a que tem as soluções práticas, e as análises psicoterapêuticas de sua vida e da minha. Eu me acho responsável pela sua felicidade, e você pela minha. Mas, não deveria ser assim, deveria? Eu deveria ser feliz independente de você, te amando do jeito que você é.

Mas, como as coisas ficaram tão complicadas?

Por que eu te amo, mas eu quero que você mude? E por que você me ama e quer que eu mude? A gente não se bastava? Mas, por que é difícil se ajustar um ao outro? Por que meus mecanismos de defesa tem que bater de frente com os seus?

Por quê? Por quê? Por quê? Por quê?

Infinitas perguntas sem resposta inundam minha mente como um tsunami inunda uma cidade inteira, lavando tudo que não precisava ser lavado, e destruindo coisas que não podiam ser destruídas. E eu não entendo. Por que essa necessidade absurda de saber? Porque saber é controle, não é? E eu não consigo não controlar porquê eu sinto medo.

Muito medo. Porque eu sou aterrorizada com a vida. Com meus fracassos, com minhas perdas. Eu perdi muita gente que eu amo, e parece uma assombração na minha vida. Eu perdi as pessoas que eu mais confiei e que eu jurei que eu nunca perderia. E eu fui usada, e deixada de lado. E eu não quero ser usada por você, eu não quero ser um rito de passagem na vida das pessoas. (…)

(…)

E é agora que eu me perco. No medo. Eu to aterrorizada e de repente eu não consigo respirar, porque você fez merda e perdeu minha confiança, e agora você precisa fazer algo na sua vida que envolve eu ter confiança em você de novo, mas eu to com medo e não consigo. E tudo. Tudo. Tudo. Tudo fica confuso de novo.

… E tudo começa de novo e eu não aguento mais, você não aguenta mais. Mas, eu aguento você. Eu acho que você me aguenta. Eu só não aguento não entender você e você não me entender.

Meu pai diz que eu tenho que ter paciência contigo. Na minha cabeça, eu tenho paciência. Tenho?

"Mo, eu vou fazer o que eu posso. Eu não consigo bater de frente com meus pais, eu vou tentar, mas não garanto"

"Mas, eu quero isso"

"Mas, eu não consigo"

"Mas, você deveria conseguir" — — Quem sou eu pra te dizer isso?

Eu tinha que respeitar seus limites. Afinal, eu exijo que você respeite os meus. Mas, de uma hora pra outra, eu não respeito mais.

E apesar de tudo isso, eu choro e olho pra você e eu digo "Eu te amo. Eu te amo mais do que eu já amei qualquer namorado antes. Eu não quero te perder".

Está tão ruim assim? Pra eu exigir coisas, e dizer que não é o suficiente o que você faz… Está? Qual o problema comigo? Porque eu não fico satisfeita nunca? Porque eu tenho que insistir numa discussão IDIOTA de ideologia, quando claramente você não quer discutir? Porque eu fiz isso?

E eu to cansada, e você tá cansado, e depois de milhões de promessas, promessas essas que a gente não consegue cumprir 100% (apesar de conseguirmos cumprir outras), meu dedo ainda tá entrelaçado no seu. Eu não consigo dizer ADEUS, VOLTE LOGO, OU NÃO. EU TE AMO, MAS NÃO DÁ.

Eu não consigo. Eu não quero. Eu não posso.

Eu devo?

Eu sinto que sim, e sinto que não, na mesma frequência que o ponteiro de segundos anda no relógio. Eu penso que "Sim, que inferno, tá impossível" e no mesmo momento eu penso "Não, tem algo que a gente pode fazer ainda".

Porque eu não consigo desistir da gente assim. Nunca foi fácil pra gente. A gente batia boca até quando não existia um amor romântico explicito, e simplesmente uma amizade verdadeira e honesta de ambas as partes. You had my back, pal and I had yours.

E nossos beijos, cara, nossos beijos, eu não consigo não sentir falta. O sexo, então? Caralho. AMAZING. Mas, além disso…

Você ficou comigo no meu pior momento. Você viu o pior comportamento que eu já tive na minha vida, você viu meu meltdown, você viu a feiura da minha alma, minha maior dor, e você segurou na minha mão, mesmo estando tão fraco quanto eu. E quando eu lembro disso — imediatamente depois de eu pensar "acho melhor acabar" — eu vejo que não é melhor acabar. Eu cresço com você, você cresce comigo.

Você não é mais o otário que usa as pessoas ao seu prazer, que eu conheci um ano e pouco atrás. Você é um homem em crescimento, que apesar de pisar na bola comigo e com si mesmo, quer mudar (apesar de você dizer que não quer). Você tem medo de não conseguir mudar — Como TODO SER HUMANO — E isso torna a idéia de mudar aterrorizante. Até pra mim. Principalmente pra mim.

Eu também tenho medo de não mudar. Eu tenho medo de não ser perfeita. Eu tenho medo de desagradar, de dizer não. Eu tenho medo do que eu sinto, eu tenho medo do que dói. Eu tenho medo de você — do que eu sei que sua falta e seu amor significam na minha vida — , mas mostly, eu tenho medo de mim mesma.

Eu vejo nosso amor como um neném que nasceu com alguns problemas, e constantemente precisa de atenção médica e longas noites no hospital. Mas, aquele neném é nosso amor. Eu não quero que ele vá embora, eu quero lutar por ele até o fim. Porque eu sei que existem chances desse neném viver e prosperar, e o que antes eram problemas, se tornam apenas cicatrizes com a idade avançada.

Isso, essa dor atual, é uma longa noite no hospital. Lágrimas molham o teclado do computador, enquanto eu tento escrever uma história de amor, que o fim ainda não chegou. Eu te amo, e você me ama. E a gente sente dor. Porque a gente olha pra nosso amor, todo ferido, todo bagunçado, e a gente quer arrumar, mas não depende só da gente. Ele precisa prosperar, ele precisa reagir, como o organismo de um neném mesmo.

Meu amor por você quer que eu reveja minhas atitudes. Minha impaciência, meu temperamento. Meu amor por você pediu pra eu exigir menos, pra eu aproveitar mais. Tentar levar você menos a sério — não o conceito de "sério" do tipo, de te transformar numa piada. Mas, ser mais leve. Ser mais serena. E eu sei que isso ajudaria minha vida como um todo. Mas, principalmente, ajudaria nosso amor a reagir. Afinal, o primeiro grito ever quem deu fui eu. Em um condomínio estranho, no meio do nada, porque seus pais não compreendiam que você estava crescendo e pressionaram você tanto quanto eu te pressionei pra ser rebelde. Eu não te compreendi naquele dia.

Talvez você grite hoje porque você se sentiu confortável. Porque você pensou que você poderia, afinal, eu posso, não é? Eu dei o mal exemplo over and over and over again. Mas, chega. Chega disso, não?

CHEGA

DE

DOR.

Eu te magoei e agora eu sei. Eu te magoei quando eu gritei com você. Eu te fiz sentir pequeno, idiota, um merda. Eu te fiz sentir acuado. E ai você me fez sentir da mesma maneira, e dói. E me desculpe, me desculpe profundamente. Tá tudo uma bagunça porque eu não sei namorar, você não sabe lidar comigo, e com você, e a gente se perdeu no limite um do outro. Eu ultrapassei os seus limites, e quando você me pediu, implorou, chorou pra que eu parasse, eu resolvi não ultrapassar mais, e você ultrapassou os meus.

Somos duas crianças birrentas, no fim das contas. Eu quero do meu jeito, você quer do seu, e a gente perde tempo lutando pra quem vai conseguir.

Mas, eu te imploro, e eu me imploro, e eu imploro a quem possa nos ajudar — VAMOS ENCONTRAR O NOSSO JEITO. Um meio termo, onde eu não te invada, e você não me invada, e que a gente possa ser feliz, se respeitando. Respeitando os limites um do outro.

Acho que a gente tem que começar olhando pra gente, agora. Prestando menos atenção em toda essa dor, e olhando pra gente. Olhando pra nossa vida, nossos objetivos, e compartilhando um com o outro com sinceridade e amor. E se esforçando pra melhorar nossos comportamentos e condutas.

Eu sei porque você grita, porque eu sei porque eu grito. Lembra daquela conversa na minha cama? Eu sei porque eu grito, e eu não preciso mais gritar. Eu não quero mais gritar. Eu quero ser honesta sobre o que eu sinto, sem exigir que você mude. Eu não quero que você mude de verdade, no fundo no fundo. Eu quero que você pare o que eu comecei.

Eu quero começar de novo diferentes.

Eu não quero ter que perder você pra rever o que eu fiz de errado.

Será que a gente vai precisar se perder, pra se achar?

Eu prefiro nunca te ter longe.

Mas, se um dia a gente se perder, vamos tentar achar o caminho de volta.

Eu to perdida. Me ajuda a achar o caminho de volta pra você.

Minha insegurança existia antes de você. Eu posso arranjar mil pretextos pra ela ficar aqui, ou posso finalmente, tentar dar um fim de vez nela. Eu posso. Eu consigo. Eu quero conseguir. Eu tenho que me bastar, pra que a gente dê certo. Eu tenho que não ter medo de perder a gente, porque a gente não vai se perder. Eu tenho que me sustentar, eu preciso disso. Eu preciso provar a mim mesma que eu consigo melhorar, não só com você, mas melhorar como pessoa. Eu preciso me bastar. Eu escolho ter sucesso.

E eu sei que você também consegue, eu sei. Eu sei porque você já deu UM ZILHÃO DE PASSOS que você nunca imaginou que daria um dia. E você não fez por mim, como acha que fez. Você fez por você. Eu só dei uma forcinha. Você precisa se bastar. Não depender de coisas efêmeras e bestas, e simplesmente começar a se gostar do jeito que você é, mesmo que você não saiba ainda exatamente QUEM você é. Quem é que sabe com total certeza? Eu acabei de descobrir coisas que em 23 anos eu nunca soube de mim mesma. Graças a você.

Talvez, não ser meu, seja ser seu e escolher estar do meu lado. E talvez isso faça toda a diferença. E eu não ser sua, seja ser minha e eu escolher estar com você, e isso faça toda a diferença.

Eu escolho segurar sua mão, eu escolho olhar pra seu sorriso idiota quando me dá cosquinha e me irrita. Eu escolho brigar pelo filme que a gente vai escolher todo fim de semana, e pela comida que a gente vai comer junto. E por dinheiro (ou a falta dele). Eu escolho abraçar Jurubeba e Rufus com toda a força do mundo, e saber que quem me deu foi o homem que escolheu estar do meu lado. Eu não quero possuir você, eu quero que você esteja comigo porque você quer estar.

Talvez a gente precisasse mesmo se perder, pra se achar. Eu to completamente perdida, e eu preciso me procurar nessa bagunça, e você também. Eu sei que quando eu pegar na minha mão, você também vai pegar. Eu sei que você cometeu um erro, mas esse erro não pode definir você e nem a gente. Somos muito mais do que isso. Você nunca foi meu, amor. Eu nunca fui sua. Somos duas pessoas individuais que escolheram dormir uma nos braços da outra. E que escolhem todos os dias um ao outro.

Eu escolho você. Não quero lutar, não quero brigar, não quero correr atrás, eu só quero me achar, e me melhorar. Porque a minha prioridade nisso tudo é me equilibrar, pra que a gente se equilibre. Vamos, a gente consegue.

1

2

3

Meu nome é Vanessa Quadros. Eu sou estudante de psicologia. Quero me formar em psicologia o mais rápido possível — faço duas faculdades — e procurar um possível mestrado e especialização em áreas como transtornos alimentares e transtornos mentais. Sou música, poeta — apesar de renegar esse lado, porque anda muito difícil acessar as minhas dores — sou uma PAS (pessoa com alta sensibilidade), tenho TDAH, depressão, transtorno de ansiedade com ataques de pânico e problemas com rejeição. Eu quero fazer a diferença no mundo de alguma forma, e preciso me defender menos do mundo agora. Precisei, por alguns anos, me defender demais. Criei máscaras e trejeitos que não são reais. Sofri abusos psicológicos e sexuais ao longo de minha vida e sempre fui muito rejeitada em grupos de estudo. Tenho uma mania de adiar as coisas que eu tenho que fazer, e todo problema pra mim ocupa 80% do meu tempo. Eu sou dramática, e isso me prejudica. Eu não quero mais ser dramática. Eu não quero mais ser controladora, e medrosa. Eu preciso vencer o medo não-saudável, e eu quero me amar mais. Sem precisar de defesas, sem precisar de tantos escudos e mentiras. Eu tenho ocasionais problemas com meu corpo, que antes foram o centro da minha vida, e graças a Deus, a mim, e a minha terapeuta, não são mais. As vezes eu me perco nos problemas, e acho que atingi o fundo do poço, o fim da linha e dramatizo mais do que eu deveria, o que me faz sofrer mais do que eu deveria. As vezes, eu emendo um problema no outro, o que gera um desconforto imenso, e eu acabo descontando meus problemas da forma errada. Eu preciso organizar minha vida, mas fujo disso sempre que começo a organizar, e acho que isso é parte do problema que eu explicitei nesse texto. Eu tenho pais esforçados e que me amam, e que sabem de tudo isso. De minhas dificuldades, das minhas batalhas. Talvez, não entendam tanto, mas tentam. Isso que importa. Eu choro. Muito. Por qualquer besteira. E as vezes, as pessoas acham que quando eu choro, eu estou em dor profunda. Mas, eu não sei reagir de outra forma a dor. Acho que deve entrar na lista de coisas que eu devo trabalhar. Acho pessoas lindas e complexas, e me fascinam de forma geral. Eu sinto que eu devo algo as pessoas que eu amo, e eu me cobro demais. Eu sinto que eu tenho que agradar a qualquer custo, e quando elas não demonstram agrado, eu me sinto um lixo. Mas, eu não sou um lixo. Eu sou bastante inteligente, eu acho. Venci a bulimia, apesar dela voltar as vezes, me assombrando. Mas, sou uma gorda feliz. Me preocupo com minha saúde, mas tenho medo de cuidar dela, e eu não sei porque. Eu cuido de minha saúde mental, e tento cuidar do resto do corpo, mas ainda é difícil pra mim. Eu consigo perceber processos psicológicos com uma enorme facilidade, e consigo ajudar os outros, porque consigo enxergar os outros. Mas, at the same time, eu me perco comigo mesma. Meus pensamentos são muito acelerados e as vezes eu perco eles também, principalmente quando são direcionados a mim. E ai tudo fica confuso de novo. Cometo o erro de me misturar com meu namorado e amigos, o que torna tudo ainda mais confuso. E eu quero sair dessa confusão.

Não sei quem eu sou. Sei quem eu quero ser. Sei o que eu não quero ser. E talvez isso me defina de uma forma que eu não saiba exatamente como ainda.

Ei, eu te amo. Eu te amo, e eu escolho estar com você, do seu lado, e prometo fidelidade e carinho. Eu prometo fazer meu máximo pra passar muitos anos do seu lado, até que o nosso pra sempre acabe. E espero que nosso pra sempre seja beeee…..eeee….m longo.

Eu te amo porque você é meu melhor amigo. Minha pessoa. Meu hobbit. Eu te amo porque você amou meus olhos antes de amar meus peitos. Eu te amo porque você me conta histórias de possibilidades e de mundos que eu gostaria de entrar. Eu te amo porque você tem um coração bom, e consegue me fazer ver coisas que ninguém nunca conseguiu me fazer ver antes. Eu te amo porque você nunca desistiu da gente, apesar de ocasionalmente desesperar e desistir. Eu te amo porque você volta atrás, apesar de desistir (por alguns minutos). Eu te amo porque você não é perfeito, e porque eu vi o seu pior, da mesma forma que você viu o meu pior, e eu consigo te amar mesmo assim. Eu te amo porque eu quero sua saúde, seu bem-estar. Eu te amo porque você tem medo da grey water, e me faz rir com isso. Eu te amo porque você tem tiques com as coisas mais engraçadas. Eu te amo porque você pega papel higiênico e enrola nos dedos pra dar descarga. Eu te amo porque mesmo se esforçando, você consegue esquecer sua chave o tempo inteiro. Eu te amo porque eu tenho a cópia das suas chaves por conta disso. Eu te amo porque você come pizza hut comigo, mesmo reclamando toda mordida. Eu te amo porque você aprendeu a ceder, mesmo eu tenho que ficar 30 minutos falando com você que pizza hut é melhor do que ir no Ramma. Eu te amo porque quando eu to triste, você diz pra eu te ligar, mesmo que de madrugada, pra me ajudar. Eu te amo porque você me ama tanto, a ponto de se questionar o tempo inteiro se você me faz mal, mesmo eu te dizendo que não é isso. E não é isso. (…)

E eu te amo porque eu sei que a gente consegue virar esse jogo.

Vamo arrumar nossa casa. Vamo arrumar nosso amor. Vamo pertencer um do lado do outro, sem pertencer um ao outro, sem se misturar um com o outro. Eu não sei como ainda, mas quero descobrir do seu lado.

Eu não preciso de mais ninguém, nem de mais nada. Eu quero me bastar, e saiba que você me basta.

Sua dor é linda, e visível, e real. E merece atenção. Exatamente como a minha. Mas, está na hora da gente lidar com ela cada um com seu terapeuta.

E guardar o de melhor um pro outro.

Eu quero que vc seja meu bolinho de chocolate e que eu seja seu sushi. Quero comer sushi com você e ver filme, e tomar suco de madrugada. Quero que as coisas boas voltem a ser o foco da gente, porque ambos temos a tendência de focar no ruim o tempo inteiro.

Eu te amo.

OBS: Esse texto foi um desabafo para que eu saísse da minha confusão e voltasse a meu eixo.