Bexigas

Maurício chegou aqui em casa pra brincar com o Lucas trazendo um balão (vá lá, uma bexiga) amarelo. Deixou que o Lucas brincasse que, em seu entusiasmo e estabanamento, estourou a bexiga em menos de 15 minutos. Lucas ficou extremamente constrangido. Pediu muitas desculpas e imediatamente abriu uma gaveta da cozinha onde guardo uns restos de balões de um aniversário qualquer. Inflou, me pediu pra dar um nó e o entregou ao Maurício, dizendo: “Toma, amigo. Agora você pode brincar com esse!”

Gostei muito da maneira com que ele lidou com a situação. Assim, sem drama, mas reconhecendo que necessitava desculpas, mesmo que bexiga seja mesmo coisa efêmera, importantes pela gentileza, e resolvendo por ele mesmo, com presteza e agilidade.

E fiquei pensando: quem dera a gente sempre tivesse bexigas à mão, né?

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