Risos dançantes num tubo de ensaio

Eu vou fazer que é suave mas a verdade é que é grave. Até minha risada está dançando com a sua. Ela chegou de um jeito e se encontrou em outra melodia, resolveu sozinha bailar a sua balada, porque eu amo a sua risada. Nunca imaginei que elas seriam o primeiro a andar de mãos dadas. Você nem nota. Não percebe nada. Eu sei de tudo e por ora isso basta. Amigos. Meus sinais te confundem da cabeça aos pés, mas por dentro eu te devoro. É assim. Devo ter faltado às aulas de alfabetização para essa relação. Tudo bem, me parece que elas estão só no começo, mas é fato que meu comportamento escreve numa língua nascida do outro lado do mundo, longe do que de verdade eu escreveria se o medo deixasse a verdade sair. A verdade é que eu quero nós dois num tubo de ensaio experimentando para ver no que dá. Talvez o tubo estilhace e eu descubra que você é um chato. Talvez do tubo saiam fogos de artifício e eu seja até mais do que você sempre quis. É grave mas é suave. Porque se nosso riso já aprendeu a dançar junto, eu quase acho que não tenho mais nada a temer.
