É muito atalho

…o santo desconfia

Meus pais tiveram suas experiências muito baseadas em hierarquia, seja no universo familiar ou profissional. As movimentações eram árduas, demoradas, custosas. A minha geração encontrou — e tem construído — um cenário mais aberto e dinâmico. Vejo neste cenário pontos muito positivos, porém algumas armadilhas.

Uma característica da nossa geração é o excesso da valorização da autoimagem. Percebi isso vivendo no ambiente do empreendedorismo jovem nos últimos 7 anos. O jovem se encanta com o “empreendedorismo de palco” e se perder é muito fácil. Existe uma ansiedade e uma ilusão que o processo possa ser invertido, nós jovens parecemos querer construir a imagem do sucesso antes mesmo de baixar a cabeça e trabalhar verdadeiramente. Vejo muita gente da minha idade dando palestra sem ter experiência efetiva na área. Tive a sorte de fazer uma pós graduação que é muito criteriosa com a escolha dos professores. Eu brincava que adorava ter aula com “os grisalhos”, respeito demais experiência, tenho clareza que posso aprender demais com esse pessoal, e como aprendi!

A tecnologia, e as redes sociais potencializam a troca de conhecimento, mas também confundiram um pouco o pessoal da minha geração, ainda fico atenta para tentar não me perder nessa.