te escreveria linhas de um poema, onde justificaria porque te amo; mas, talvez, não tenha justificativa. a vida é um sopro, lembro-me. “aqui e agora” foi a frase mais ouvida por mim durante a última quarta feira. “aqui e agora, é o que temos”. mas permanecer no agora me soa quase que desesperador. o agora que descrevi, já passou. o agora é um milésimo de segundo que não espera o ir e vir de uma respiração, muito menos um piscar de olhos; simplesmente já passou. eu queria afirmar eternos e te confortar com motivos que me fazem ficar, mas não é sobre isso. a insegurança que a gente cria na alma de alguém, dói na gente também. ninguém é substituível, não há falha que justifique promessas quebradas, mas a gente nunca sabe onde o mundo para. a vida é sobre escolhas. enfrentar medos. lutar por aquilo que a gente quer. às vezes o mundo dá uma entortada. às vezes, há gente que aparece pra testar aquilo que a gente sente. eu podia ter escolhido outro caminho. eu podia ter desistido e buscado o novo. mas o novo não me tem, nunca me teve. o novo só teria graça por sê-lo, e, de novos, eu já vivi pra mais de três vidas… não gosto de angústias que pairam sobre um corpo que duvida, porque sei quão sufocante uma incerteza pode ser; a gente agoniza.

não agoniza. não teme. acredita no que sinto como a lua que nos observa, toda noite, lá do céu.

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