Ali no balcão do Sr. Carlos. Em estado de atenção.

(…) Então o Sr. Carlos, me fitou com expressão de ‘’luto’’.(…)

Foi ali onde todo causo iniciou, esperávamos a tempestade passar; você chovia por dentro, fui teu gurda chuva. Nos conhecíamos de vista, ali mesmo balcão, nunca tínhamos trocados palavras inteiras.

Durante aquela conversa, parecia que nos conhecíamos a vida inteira.

Cheguei em casa e junto sua solicitação, tive a certeza, já nos conhecíamos, sem saber. A desculpa era : Vai tomar café amanhã?. E assim foi…até a sua própria chuva interna passar.

Joguei-me em tua tempestade. Foi Rápido e intenso, feito chuva de verão. O tempo, o seu tempo abriu novamente para você.

Eai, quem foi meu abrigo?. Pois é, tive que abri as comportas do meu coração.

— E, agora José? a chuva passou… e, eu fui com a enchente.

Hoje voltei lá, achei que depois de meses já estava pronta.- Sim, eu estava pronta- .Tinha essa certeza, até fitar pelo espelho deparar-me , com os ‘’escombros’’ da chuva de verão.

Virei de lado Pedi um pigando a vontade era pedir uma dose, ou a capa da invisibilidade. Pinguei, feito garoa fina.

O tempo fechou e as trovoadas de devaneios começaram .Minha vontade era ir lá, puxar e afogar-te e minha enxurrada.

Abri meu gurda chuva do amor próprio. Sou minha tempestade, da minha briga faço abrigo. Escoquei a emoção e esperei o Sol da racionalidade chegar.

Deveria ter deixado em recado: Desculpa-me Sr. Carlos, esse local foi condenado pela a área de risco, desmoronamento de coração. Até breve!

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