Isso aqui não faz parte do meu inferno astral

Eu cansei de cansar. Eu cansei de negar. Eu cansei de cansar e nagar o que nego. Pois nem sei quão negável é. E, nada é negável em minha vida, sofro de liberdade desenfreada.

Nem sei se é que isso existe ou já existiu, essa tal felicidade, tal liberdade. Ingratas ! O que sei é, to cansada de ser amiga, namorada ou ex- namorada, inimiga, crush, filha exemplo, acadêmica não exemplo, engraçada, simpática, temperamental, a que não perde uma festa, a do Samba e Punk, a profissional esforçada e todos os outros rótulos . Sei que não sou a unica rotulada, mas em dias assim me sinto um rotulo perfeito para passar do prazo de validade. Alias, já passou.

To cansada até dos meus signos, logo eu que sempre tive um ego absurdo em cima das minhas casas mutáveis e cheia de intensidade, acredite! Intensa feito fogo freada e ferida pela minha razão. É, eu cansei. De sentir de mais ou de menos. Só quero deixar de sentir para senti o dobro.

Fernando Pessoa, tem para si todos os sonhos do mundo, eu tenho tenho todos os pesos do (meu) mundo. Do meu mundo de sonhos. E, eu nem sei onde ele foi parar, não sei nem se um dia já descobri ele. Na verdade nem quero descobri, pulso vida e, a vida é toda feita de descobertas até chegarmos em nosso final — Quiça, se não exista outras — . E acredite, se nem em outras me achei quem dirá nessa.

Eu nem sei para onde vou pontar meu barco, pequeno e gigante ao mesmo tempo, sei que só cabe ao meu mar, amar! E aportar em caís e depois cair em meu próprio naufrago, meu auto flagelo e sabotagem.

Em meu evangelho de vida, falo as claras, falo aos Joãoes e Marias do meu país e tu traduz no escuro em sua morna ditadura de rótulos inseguros da vida.

Não quero todos os sonhos do mundo, quero os meus e mundo de volta. Eu quero perde para achar, cansar e viver. Eu não quero nada disso, alias eu quero tudo isso e mais um pouco.

Eu quero trasborda amores, mares e males. Eu quero e gosto de sentir tudo até mesmo esse cansaço, que vem da minha intensa descontrolada mania de viver, pois no final camarada, tudo isso será besteira.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.