O sentido da vida

Não dá pra viver sem lembrar do tetra.

Em meio à algumas crises existenciais e questionamentos metafísicos, volta e meia me pego filosofando sobre algumas questões insistentes em minha mente. Talvez eu nunca vá entender o motivo da existência de tanta desigualdade social no mundo. Jamais aceitarei o fato que Belchior nos deixou. Ou ainda, é impossível que eu entenda algum dia, o porquê que a bola do Bruno Silva não entrou contra a meta de Marcelo Grohe e ao invés disso, tenha chacoalhado o poste direito do goleiro tricolor.

Falando nisso, num desses dias ociosos em que sua cabeça descansa no sofá da sala enquanto você ouve o Acabou Chorare, me perguntei várias vezes “qual o sentido da vida?”. Muitos problemas na cabeça ou simplesmente umas doses de Rum fazem você questionar certas coisas. Mas enquanto o sol se despedia e a lua dava as caras, tive um lapso de lucidez.

O sentido da vida é o futebol, oras!

Não há outra explicação para o plano existencial no qual o homo sapiens é aleatoriamente inserido. Não há como ir contra isso. Quem imaginaria um mundo sem um gol aos 45 do segundo tempo? Quem trocaria o gol do Bebeto contra os Ianques em 94 por qualquer quantia em dinheiro? Como poderia alguém almoçar sem ver os gols da rodada no Globo Esporte da segunda feira? Que botafoguense, em seu último suspiro de vida, não se lembraria do gol do Maurício em 89?

Não há como ir contra o curso natural das coisas. O mundo evolui em prol das quatro linhas. A vida é só uma metáfora do universo para um torneio de futebol.

E me desculpem os mais céticos, que preferem amarrar suas vidas no poste da religião, acreditando que o sentido da vida é obedecer as regras de um barbudo celestial, nada mais nesse planeta pode me convencer de que a existência da consciência humana não está diretamente ligada ao apito inicial de uma final de Libertadores.

Discorde, mas se for o caso, não vista verde e amarelo de quatro em quatro anos.

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