NÃO SE EXPLICA! — Um rascunho

O beijo eterno
após tantas batidas, abrimos os olhos
ainda somos os mesmos
amando de forma diferente.

Por aí, encontramos nossas vidas ( ou assim achamos)
fomos e voltamos e ainda toca a alma
nossa música ainda arrepia a espinha
moram no mais profundo da nossa memória

Quis seu beijo, dai-me ele
nos tocamos com mais frequência e aprendemos que,
nem tudo funcionaria junto à ausência.

E para mim ainda não faz sentido
às vezes, se faz ilógico
teremos dias e noites
que nos unem em qualquer lugar.

Somos nós, suando e transpirando
um sobre o outro
relendo nas curvas o que não deixou de existir

Mas a hora termina! A gente no fundo sabe
que o que nos cabe, não é mensurável.

Será que o tempo vai vencer nossos corpos?
Será que ele carregará nossos atos?

Para tudo que se esvai, vá com nossas fraquezas
e o que ficou, vença.

Desculpe, não vi outra forma senão esse texto
para anexar todos os meses de junho, julho…
para o que não se explica
a memória justifica!

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