A INTELIGÊNCIA DO LIMO

Muitas cabeças, nenhum cérebro

O Physarum polycephalum é um organismo unicelular invisível a olho nu. Contudo, em condições ideais — escuridão, umidade e presença de bactérias — ele se multiplica e torna-se visível como uma espécie de massa na cor amarela que se espalha ostensivamente, desdobrando-se nos veios ou entrando em erupção, tomando a forma de protrusões que se assemelham a pólipos. A população de células autônomas atua como um único ser que se move e se espalha com eficiência e coordenação para encontrar alimento e evitar a luz. Embora ele não tenha cérebro ou sistema nervoso, este organismo demonstra uma inteligência espacial bastante avançada.

Polycephalum, que significa “muitas cabeças”, são espécies de limos. Eram considerados como um tipo de fungo, mas hoje são categorizados como Protistas, “um grupo taxonômico reservado para ‘tudo que o que realmente não entendemos’” (1). Teoricamente os limos são imortais. São seres muito antigos que existem há milhões ou talvez bilhões de anos. Se eles não encontram as condições necessárias para sobrevivência entram em estado de hibernação e se transformam em uma crosta, ou em esporos, que então poderão aguardar condições futuras propícias que possibilitem sua regeneração. Em outras palavras, trata-se de uma das criaturas com maior poder de adaptação no caso de uma extinção planetária. A bióloga Lynn Margulis, especializada em evolução, afirmou que “estes fantásticos sobreviventes da evolução são capazes de herdar a terra.” (2)

No início dos anos 2000, um pesquisador japonês chamado Toshiyuki Nakagaki colocou algumas células do Physarum em um labirinto, com flocos de aveia no início e no fim. O limo encontrou rapidamente o caminho mais eficiente entre as fontes de alimento— um trabalho no qual os humanos necessitam de equações e da ajuda de computadores para realizar. Em seguida, Nagaki tentou organizar os flocos de aveia de maneira que formasse um desenho bastante aproximado da geografia de Tóquio e das cidades vizinhas; o limo se estendeu cuidadosamente através do mapa de flocos de aveia e de forma bastante similar às linhas de trem existentes. De fato, sem ser afetado pela política ou por qualquer viés humano, o limo poderia ter aperfeiçoado o design do sistema ferroviário de acordo com Nagaki.

Toshiyuki Nakagaki, Experimento com a rede ferroviária de Tóquio (2010). Créditos: Future University Hakodate e Seiji Takagi.

Em abril de 2016, a artista Jenna Sutela fez uma viagem ao Japão, com o intuito de entrevistar Nakagaki e outros pesquisadores que trabalham com limo, para então fazer alguns registros e entender melhor o trabalho. A prática artística de Sutela tem seguido a trilha do limo: o organismo se transformou em um colaborador/performer, crescendo dentro de obras esculturais, mas também fornecendo pistas para pesquisas nos campos da computação e da inteligência organizacional (natural e não-natural). “O limo tem servido como um tipo de agente crítico-paranoico e que me auxilia a fazer conexões que antes não existiam. Eu acredito que o seu movimento vai me levar para aonde eu preciso ir.”

Jenna Sutela é uma pesquisadora da arte e eu pesquiso a pesquisa artística. Nós nos sobrepomos, deixamos rastros, andamos em círculos ao redor da outra. Escrevemos este ensaio de maneira a articular os nossos pensamentos: duas cabeças trabalhando lateralmente através do movimento, seguindo a trilha do limo através da simulação de sua colaboração. Como diz Donna Haraway: “Para ser absolutamente único você precisa ser muitos, e isto não é uma metáfora.” (3) O que um organismo primordial poderia nos ensinar sobre cooperação descentralizada, resolução de problemas materiais e limites da consciência? Como o limo sabe o que ele sabe? Como nós sabemos o que sabemos?

Começando a pensar

Para entender o comportamento do polycephalum é necessário reconsiderar o significado de inteligência. A maioria das teorias contemporâneas sobre a inteligência tem como princípio a metáfora do “processamento da informação”, a saber, a ideia de que um cérebro inteligente processa dados através de ações computacionais como armazenamento, transferência e recuperação — embora seja improvável que o cérebro funcione desta maneira. A inteligência computacional, como metáfora para qualquer inteligência, é uma construção histórica específica assim como as teorias da mente ao longo da história, que tendem a espelhar as tecnologias mais avançadas de seu tempo — o cérebro já foi descrito como um sistema hidráulico, como um circuito elétrico ou como um conjunto de reações químicas. (4) Muita gente, incluindo Noam Chomsky, tem afirmado que nenhuma comparação tecnológica será suficientemente precisa, não antes de entendermos como a consciência funciona; ainda que ela possa ser replicada artificialmente, o processo não poderá ser apreendido através de tentativas de modelagem. Seria possível utilizar um ser orgânico “primitivo”, como o limo, não como a metáfora mais avançada para explicar a consciência, tampouco para imaginar como um cérebro funciona dentro do crânio, mas para entender como muitos cérebros trabalham em conjunto? (5)

Ao contrário do típico agente programável que processa informação através da memória, o processo de tomada de decisão do limo não pode ser previsto ou replicado, uma vez que a coordenação do processo se dá totalmente através de feedbacks sensoriais com o ambiente. Ainda não está claro como funciona esse processo, mas tem algo a ver com traços extracelulares que as células do limo deixam para trás, para que possam se informar por onde já estiveram. Ele não cria memória interna, mas faz escolhas baseadas em seus rastros. Sua cognição é idêntica ao movimento; ele sabe exatamente e somente a sua ação. “A memória espacial do Physarum funciona”, diz Steven Shaviro, “não por representação interna, mas ao contrário, por marcas físicas no próprio espaço. Na verdade, nesse caso, o mapa coincide com o território”. (6)

Shaviro compara este comportamento à Teoria da Mente Estendida, um conceito filosófico que apareceu no final dos anos 90, onde o cérebro e seu ambiente poderiam ser vistos como um sistema acoplado indistinguível. Já Nagaki, por outro lado, relaciona este comportamento à resposta da consciência humana em relação à um estímulo. (7) Ambas as teorias são tentativas metafóricas de superar a metáfora do processamento de informação, realocando a inteligência do próprio cérebro para um tipo de sistema distribuído, fisicamente situado (site-specific).

Se aparentemente um organismo simples é capaz de resolver problemas espaciais através do movimento, a inteligência artificial poderia conseguir o mesmo. Muitos cientistas acreditam que o futuro da robótica se encontra em tais processos de movimento descentralizado. Os corpos dos novos “soft robots” (robôs maleáveis que têm aplicações biológicas) são desenvolvidos de maneira que possam se adaptar e aprender pelo movimento, por meio do que eles chamam de algoritmos “genéticos” ou “evolutivos” (16). Um grupo de pesquisa liderado por Akio Ishiguro, na Universidade de Tohoku, a mesma que Sutela visitou, desenvolveu um robô amebóide (chamado “Slimy”), de corpo maleável e inspirado pelo limo plasmodial. Enquanto a robótica foca no controle do movimento através de articulações motorizadas, os “soft robots” se adaptam ao ambiente em tempo real e vêm apresentando um maior grau de liberdade se comparado aos similares rígidos.

Organização, organismo, orgasmo

O limo é um organismo, mas é também uma organização — não é um trem, mas um sistema ferroviário. Assim como na robótica, o design da infraestrutura é criado a partir da noção de inteligência ambientalmente específica e descentralizada. Keller Easterling descreve a evolução sem precedentes dos sistemas mundiais de infraestrutura: “Quando o objeto do design não é uma forma de objeto ou um plano principal, mas um conjunto de instruções para uma interação entre variáveis, o design adquire um pouco do poder e uso geral do software. […] É uma ‘máquina abstrata’ generativa de um ‘real por vir’”. (8) Os trabalhos artísticos de Sutela envolvendo o Physarum se transformaram em tais máquinas abstratas, gerando realidades alternativas. Contudo, o design não é apenas um conjunto de “instruções” imateriais — nesse caso é melhor pensá-lo como sugestões ou provocações — mas também os materiais através dos quais essas instruções são decretadas (ou não). De modo que o limo é incorporado ao trabalho, terceirizando alguns processos de tomada de decisão para a inteligência espacial não-humana, que só pode ser interpretada através do seu movimento. A máquina abstrata torna-se então uma “soft machine”.

Utilizar um organismo vivo como material artístico requer adaptar-se junto a ele: além de mantê-lo vivo, existe o fato de que nem todo museu ou galeria permite limo se espalhando pela exposição, e portanto esta forma de vida deve ficar restrita ao trabalho artístico. A construção de uma escultura que o acolha é um desafio de design infraestrutural, um processo de calibragem de múltiplas partes para formar um todo. “A criação dos trabalhos se dá como a invenção de um laboratório. O limo necessita de um habitat — não apenas de uma instalação, mas de um espaço arquitetural.” Os habitats criados são interativos e muitas vezes lembram labirintos. Como forma generativa, o labirinto contém não apenas a história formal da solução de problemas computacionais e teorias da mente, mas também representa a colisão entre o espaço natural e o espaço construído artificialmente. (9)

As obras de Sutela estão agrupadas em um projeto em andamento denominado Orgs, que significa Organização, Organismo e Orgasmo. Um tema circular se repete ao longo das obras: um ciclo de feedback, um zero, uma boca aberta, uma placa de Petri. O limo vivo vai se desenhando através do labirinto de formas tridimensionais construído em Plexiglas, derivados de organogramas e diagramas de rede, cujas superfícies são revestidas com ágar para manter a umidade e salpicadas com aveia para nutrição. Na iteração mais recente, uma série de três esferas transparentes e suspensas, chamadas Orbs (2016), cada uma no tamanho aproximado de uma mão, foram exibidas em uma exposição na Future Gallery em Berlim. Bastões de carvão ativado ajudavam a purificar o ar e a manter os microclimas dentro dos Orbs. Alojados no porão escuro da galeria, os Orbs eram iluminados por luz infravermelha; o Physarum possui uma característica única para um protista, pois sua atividade é visível a olho nu. Porém, paradoxalmente, ele não gosta de ser observado e isso adiciona mais uma dificuldade para conseguir exibi-lo.

Jenna Sutela, Orbs (2016). Physarum polycephalum, ágar e aveia sobre impressão 3D da Minakata Mandala, haste de luz infravemelha com gravuras. Foto de Mikko Gaestel.

Um Orb contém um diagrama explicativo do blockchain, outro contém uma “Minakata Mandala”, um desenho do famoso naturalista japonês Minakata Kumagusu, que colecionou amostras de limo nos anos 20 para o Imperador Hirohito (que também era biólogo e tinha afinidade com esse organismo). Em uma carta para um monge budista, Kumagusu representou sua visão de mundo através dessa mandala: “Com os seres humanos posicionados no centro do diagrama, a nossa capacidade de compreensão das conexões causais entre as coisas vai dimuindo conforme vamos nos afastando desse centro e a nossa consciência delas se torna mais tênue.” A mandala é também uma manifestação dos limites do antropocentrismo e da existência de sistemas para além das relações de causa e efeito. A justaposição de formas nos Orbs conecta sistemas de crença, expondo o poder iconográfico por trás dos sistemas ostensivamente funcionais produzidos empiricamente.

Minakata Kumagusu, Minakata Mandala (1903)

A terceira esfera contém um organograma “Holocrático”. O termo tem origem em um ensaio de 2007, onde o engenheiro de software Brian Robertson utilizou a palavra “Holocracia” para descrever um sistema de auto-organização corporativo. Nesse sistema, a companhia é organizada em “círculos” sobrepostos, através de equipes de funcionários que se reúnem espontaneamente em torno de tarefas específicas. De maneira geral, as teorias contemporâneas da gestão consideram grupos sociais como organismos, que possuem formas de inteligência próprias. Círculos e holons (10) substituem organogramas lineares; a definição das funções torna-se mais fluida e os relacionamentos mais transientes. As holocracias podem reter formas hierárquicas, mas são hierarquias de valor neutro.

Como um modelo vivo de ação não-linear e colaboração lateral, o limo levanta a questão de saber se as organizações realmente poderiam se desenvolver “naturalmente”, como um organismo, desprovidas de cadeias de comando e controle de cima para baixo; ou se a horizontalidade imposta apenas adianta os interesses das forças externas que governam o corpo, em vez dos interesses de suas partes constituintes. A ideia de uma organização “consciente” é tão perturbadora quanto sedutora. Um organismo autônomo e descentralizado não possui ideologia, ética ou responsabilidade. Pode ser mais interessante para uma corporação operar por meio de uma lógica central que vá além das conveniências internas. No caso dos sistemas holocráticos de organização corporativa fica difícil imaginar a “aveia”, que conduziria os participantes, como algo diferente do capital. Mike Pepi descreve o problema com organizações descentralizadas em termos de “assincronia” ou não-linearidade:

Temos sonhado com o potencial revolucionário da auto-organização por muitos anos, mas a harmonia aparente entre assincronia, anarco-sindicalismo, libertarianismo ou horizontalidade se obscurece na medida em que a fantasia de um engenheiro tornou-se a melhor amiga da gestão. A descentralização conquistada pela assincronia é diferente do ideal político da descentralização. Na perspectiva do trabalhador individual, a assincronia não remove a autoridade tanto quanto a desloca. (11)

A ação humana em um sistema descentralizado — que oscila constantemente entre colaboração e competição ao ponto onde é impossível fazer essa distinção — já é requisito em uma economia de livre mercado. (12) E, no entanto, é também requisito para movimentos políticos resilientes, resistentes, “policéfalos”; essas redes adaptáveis e semi-coordenadas de células individuais que se agrupam e se multiplicam, tornando-se visíveis somente quando surgem em massa. A inteligência notável de um policéfalo não está em sua assincronicidade, mas no fato dele não precisar de um gestor governando o movimento descentralizado.

Vir-a-ser Outro

Em uma performance realizada no Centro Pompidou, na primavera de 2016, Sutela inalou esporos do polycephalum antes de uma leitura performática. Perto dela havia uma obra física, um sanduíche de placas de Plexiglas. A placa de baixo era vermelha para distorcer a luz na cor preferida do limo, e também tinha uma interpretação da Minakata Mandala sobre ela; a placa intermediária continha um “caça-palavras” (feito com ágar e aveia) e células replicadas do polycephalum; a placa de cima tinha um círculo de setas que criava uma sombra no limo, e que afetava potencialmente seu movimento dada a afinidade pela escuridão.

Jenna Sutela, Orgs (2016). Leitura com Physarum polycephalum; gravação, impressão e marcador em pilha de Plexiglas. Foto de Mikko Gaestel.

O “caça-palavras” consistia em um padrão estelar de linhas que formava a palavra “organização”, “organismo” e “orgasmo”. Em sua leitura, ela deu pistas para a conexão entre essas palavras. Em um dado momento explicou: “Orgasmos podem induzir uma breve perda ou enfraquecimento da consciência, la petite mort. Segundo o professor Inagaki, partindo do nível de inconsciência podemos ter pistas em relação às similaridades entre o processamento de informação dos humanos e outras formas de vida orgânicas e sintéticas. […] A inteligência artificial ficou acorrentada ao nível da consciência por tempo demais.” Podemos imaginar que o comportamento do polycephalum, ingerido antes da performance, estaria “programando” a oradora, transformando a sua fala em uma forma de inteligência artificial. A leitura então seria co-realizada, movendo-se em direção ao inconsciente.

Certa vez, Nagaki sentiu uma vontade irresistível de comer o organismo pelo qual devotou sua vida estudando. Para ele é difícil identificar um objetivo científico neste ato; nesse momento ele preferiu fazer um desvio para o território de experimentação não-empírica. Por outro lado, existe uma longa história de fascinação artística pelos organismos biológicos vivos, mas que muitas vezes termina no mesmo território nem-tão-empirico. Por sua vez, John Cage mostrou seu interesse pela biologia através de um fascínio pelos cogumelos. Sua obsessão micológica o levou a comê-los (inclusive os venenosos) como se fosse impulsionado por um desejo de entender através da simbiose um tipo não-codificado de conhecimento. Esse interesse particular pelos cogumelos se dava pela dificuldade de encaixá-los em uma taxonomia — para Cage, apenas ao atingir uma unidade física com o organismo seria possível entender sua inteligência.

Contudo, enquanto Cage estava em busca de alguma casualidade sem fazer conclusões, afirmando que os artistas deveriam formular questões em vez de procurar respostas (se referindo a um tipo de “divinação” artística), o interesse de Sutela na inteligência do limo estava justamente nas respostas — existe um elemento real de experimentação em cada um dos trabalho físicos que ela cria. Será que o limo vai reagir às condições de luminosidade e escuridão definidas a cada vez? A presença do limo afetaria a performance da artista? Que palavra(s) seriam soletradas no caça-palavras? Como o limo se comunica com o observador? O comportamento de espécies afins encena um tipo de conhecimento para além dos sistemas codificados de representação. De maneira similar, a obra de arte torna-se viva, imprevisível, uma entidade desconhecida.

A arte constrói sistemas de conhecimento e de crenças que podem ser tão rígidos como qualquer outro, normalmente através do excesso de explicações. Os Orgs da Sutela sugerem o potencial para outras maneiras de conhecer que não são necessariamente transmitidas através dos canais artísticos e científicos existentes. Ela inventa um novo tipo de movimento, uma nova linguagem das formas — “forma como ação” em oposição a “forma como objeto”. (14) Obra de arte cuja forma de ação é a autoaprendizagem — software em vez de hardware. Isso também pode ser descrito como uma distinção entre “entender isso” e “entender como”. Entender que o limo se move de determinada maneira, por causa de certas capacidades : isso é pesquisa científica. Entender como, (15) através do ato de mover-se junto com o limo: essa é a tarefa do artista.

-

  1. Ferris Jabr, “How Brainless Slime Molds Redefine Intelligence,” Scientific American, November 2012. http://www.scientificamerican.com/article/brainless-slime-molds/?print=true
  2. Steven Rose, “Lynn Margulis Obituary,” the Guardian, December 2011. https://www.theguardian.com/science/2011/dec/11/lynn-margulis-obituary
  3. Donna Haraway, Anthropocene, Capitalocene, Cthulucene, Lecture, University of California Santa Cruz, 2014. https://vimeo.com/97663518
  4. Robert Epstein, “The Empty Brain,” Aeon, May 2016. https://aeon.co/essays/your-brain-does-not-process-information-and-it-is-not-a-computer
  5. Noam Chomsky Lecture on Artificial Intelligence, Lecture at Navigating a Multispecies World: A Graduate Conference on the Species Turn (Cambridge, Massachusetts: Harvard University, 2013), https://www.youtube.com/watch?v=TAP0xk-c4mk.
  6. Steven Shaviro, Discognition (Repeater, 2016).
  7. Interview with Jenna Sutela, April 5, 2016.
  8. Keller Easterling, Extrastatecraft (Verso, 2014).
  9. “As questões da vida e seu controle são centrais para o labirinto e o jardim. O cultivado e o criado: assim como a natureza é organizada no jardim, os sujeitos são “produzidos” no labirinto.” Olaf Nicolai, Jan Wenzel and Sadie Plant, Labyrinth (Spector Books 2012 / Rollo Press 2013).
  10. Brian Robertson, Organization at the Leading Edge: Introducing Holacracy™ Evolving Organization, Integral Leadership Review, 2007, http://integralleadershipreview.com/5328-feature-article-organization-at-the-leading-edge-introducing-holacracy-evolving-organization/. Robertson tomou o termo emprestado do livro de filosofia/psicologia, publicado em 1967, The Ghost in the Machine, de Arthur Koestler’s. A palavra “holon” é utilizada para descrever a unidade entre a mente e corpo. Koestler argumenta que o cérebro é feito de holons que são autônomos e autodeterminados, mas são dependentes do cérebro como um todo.
  11. 11 Mike Pepi, “Asynchronous! On the Sublime Administration of the Everyday,” e-flux journal #74, June 2016.
  12. Um economista chamado Alan Kirman estabeleceu em 2015 esta conexão: “Economias são como limos: coleções de organismos unicelulares, que se movem como um corpo único, em constante reorganização, para que possam se mover em direções que ainda não são compreendidas e nem necessariamente desejadas pelos seus componentes.”
  13. “Uma vez eu tentei comer uma pequena porção de limo. Tinha gosto de nada. Depois de meia hora eu comecei a sentir uma irritação na língua. Algo aconteceu. Eu fiz um gargarejo para tentar removê-lo. Uma hora depois eu não senti nada.” Entrevista com Jenna Sutela, 5 de abril, 2016.
  14. Easterling, 81.
  15. Gilbert Ryle fez essa distinção em The Concept of Mind (University of Chicago Press, 1949).
  16. Algoritmos genéticos são uma classe particular de algoritmos evolutivos que usam técnicas inspiradas pela biologia evolutiva como hereditariedade, mutação, seleção natural e recombinação (ou crossing over).

-

Autoras: Elvia Wilk e Jenna Sutela

Publicado originalmente em Rhizome

Tradução livre de Ivan LP