"Você vai amamentar porque você quer amamentar!”

No auge da minha loucura de mãe recém-nascida essa frase foi o único fato científico disponível nos primeiros dias com o Big Chief. Dita pela consultora de lactação do St. Joseph’s (Debbie, ainda lembro o nome dela), a frase foi o meu mantra nos quatro dias que se sucederam o nascimento do meu filho.

Big Chief nasceu saudável de uma cesariana planejada nas coxas quando o plano inicial era tê-lo naturalmente com a assistência das parteiras. O pai já tinha até se convencido que parir em casa, de forma humana, era uma alternativa viável. Todo mundo in com exceção do Big Chief que, literalmente, não mergulhou de cabeça no nosso plano. Quem mandou trazer mais um taurino ao mundo!

E teimoso também foi meu corpo, que se permitiu sarar antes de prover o alimento tão necessário para o meu filho. Entre choros e exames frustados da glicose do Big Chief, a frase expressa como ordem por Debbie a uma mãe que rejeitava a fórmula do hospital teve efeito hipnótico na minha nova realidade.

Foram cinco dias esperando o leite "descer." Cinco dias de impotência, de enfermeiras espetando o meu filho, de resultados que para mim confirmavam o meu fracasso como mãe. Cinco dias que me mostraram que amamentar não é uma escolha, que amamentar dá trabalho. Que mais que doação completa, amamentar é um desafio que não define a maternidade e muda qualquer visão preconcebida do significado de ser mãe!

Quem te viu, quem te vê, Madame!