Eu não mordo

Na gravidade que faz

Da terra um imã

Eu me prendo ao solo

Das tuas mãos

Nas linhas que ela marca

Na carne que ela toca


Sem força pra ficar

Sem força pra correr

Eu me pergunto se um dia

Eu vou gemer

Não de dor, mas de amor


Não morda a mão que

Te alimenta

Te bate

Te acaricia

Faz dela teu pão

Tua comida

Toda dor que houver nessa vida