Cê já parou pra pensar na tal “capacidade do ser humano para amar de novo”?

Será que é realmente normal você cruzar o caminho de alguém, passar por todo processo de devoção àquela pessoa – que, nesse momento, dispensarei definições acerca do termo utilizado para figurar o período de paixão/amor que passamos – e, abruptamente, na maioria dos casos, você utilizar sua rotina, seu lazer, até seus problemas mais simples para manter quem você ama distante dos seus pensamentos? Seja lá pelo motivo que foi, você agora é o mesmo de quando nasceu, sozinho. Você acaba de deixar uma parte sua com alguém e passa a levar uma parte daquela pessoa consigo.

Liga pra mim se a chuva não passar. Liga pra mim se precisa de calor. Sei que está pensando em nós, mas ainda está assustada. Sei que curte a minha voz mas não quer escutar por nada.

Alguns entendem que as pessoas passam por nós para nos ensinar, as vezes dolorosamente. Dizem que temos que viver aquilo exatamente como foi, porque era assim que estava programado. Mas aquela pessoa era o amor da sua vida, você tem certeza. Você dizia isso pra ela, ela dizia isso pra ti. E agora? Você está deixando de ser o amor da vida dela, ela está deixando de ser o seu. Você figura nos sonhos dela ainda, mas não a vê. Você sente o perfume dela na rua, mas não sente o cheiro do corpo. Você lá ainda lembra do tom de voz dela quando estava feliz?

E assim a nossa capacidade de reflorescer vai ganhando corpo e forma. E talvez você nunca deixe de amar aquela pessoa, mas terá que dividir esse seu coração em algumas partes daqui pra frente.

Pequeno lembrete deixado em cima da mesa da cozinha, nessa manhã, sobre a tal “capacidade do ser humano para amar de novo.”