Camisa no varal

Disclaimer: Esse texto me assombra. Dentro de um projeto pessoal, escrevi sobre cruzeiro e atlético. O único texto que ainda existe é esse.

Dia 15 de Outubro de 2014, foi 2013 de novo. Pelo menos para o atleticano, 2013 todo voltou na mente. Aquele 2013 aonde a mágica acontecia e o Galo revertia placares absurdos . Aquele 2013 mágico. Lutando contra o improvável, a camisa no varal venceu o vento de novo.

Eu não sei se o Roberto Drummond pensou em todas os sentidos de sua frase, ou só na doidivana paixão que ele mesmo descreve. Mas nessa frase, ele nos conta sobre os atleticanos algo mais que só o fanatismo conhecido. Algo que eu podia tentar explicar, mas a torcida do atlético já entendeu: “Eu Acredito”. E nesse acreditar o atleticano assitiu o time reverter resultados ruins, o Vitor defender um pênalti no final do jogo, um jogador adversário escorregar perante a um gol desnudo, o time ser campeão da Copa Libertadores de 2013.

E ontem, qualquer torcedor comum entraria desacreditando, o atleticano encheu o estádio. E quando o Guerrero invadiu a área e abriu o placar para o Corinthians, com apenas 6 minutos de jogo, o torcedor comum desistiria. Mas não o atleticano. Não o torcedor do Galo, acostumado a vitórias heroicas. A viradas heroicas. Como diria a torcida atleticana : “O Galo é o time da virada, O Galo é o time do amor”

E numa releitura de uma crônica do impossível, aquela camisa alvinegra pendurada em um varal próximo a lagoa, esticada perante a ventania da capital mineira, venceu. O Galo fez 4×1 no Corinthians, e fez jus mais uma vez ao torcedor capaz de torcer contra o vento.

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