Desatar


Viver é uma arte, a mais pura arte. Não fui eu quem disse, li em algum lugar, ouvi gente falar e faz muito sentido. É a arte de saber aproveitar os momentos de plenitude, segurá-los o máximo que puder enquanto não aparece aquela ladeira íngreme. É a arte de entender que o tempo passa e quanto mais ele passa menos sabemos. É a arte do encaixe e desencaixe num ciclo vicioso. Quantas vezes em alguns anos — ou meses — não mudamos de rotina: nos sentimos perdidos até que uma coisa acontece e nos ilumina outro caminho, ou parece que encontramos nosso lugar até que percebemos algo e viramos de cabeça para baixo? É a arte do equilibrista, do ator, do contador de estória, do escritor dela, do cineasta, do músico e do filósofo. Você pode não exercer estas profissões, mas as tem intrínsecas no seu ser.

Hoje senti-me vivo. Lágrimas de dor transformaram-se em euforia, assim, de um segundo para o outro. Tirar o peso das costas é provar que nos amamos. Desatar o nó do coração é dar espaço para novas oportunidades, a energias melhores. É provar daquele momento de plenitude. Ser sincero com as pessoas e construir uma boa relação na base da conversa. A comunicação é uma das partes mais importantes da vida humana, não tem um só segundo em que não a exerçamos. Até sozinhos nos comunicamos com nós mesmos e com o ambiente ao nosso redor, através da energia que emanamos e da nossa expressão corporal.

Então por que não ser quem realmente somos e parar de nos omitir? Muitos vivem como atores, por agirem como se fossem um personagem totalmente diferente no intuito de agradar as pessoas e/ou esconder sua natureza. Mas a atuação só é saudável no palco, quando você estuda a persona pelo roteiro e experimenta enxergar o mundo com outro olhar, manifestar-se de outra maneira e acaba por levar algo para sua própria vida. Embora vestir a máscara do sorriso às vezes seja necessário, precisamos exigir menos e lembrar que o difícil faz parte. Com as cortinas abaixadas deve-se encarar a realidade. A autoaceitação é uma dádiva e a mais difícil de conquistar. Quem não admitir a diferença que engula e respeite — talvez sua atitude sirva de inspiração.

Nós vamos levando a vida. Ou melhor, a vida vai nos levando. Nosso único poder de decisão é sobre como lidamos com o que surge. Que roteiro você segue?


Vic Fróes.

Twitter: vicfroesab / emeio: vicfroesa@gmail.com

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