Tic

Dizem que o tempo é curto,
Mas como mede-se o
Tempo se é um invento
Da nossa cuca?
O tempo é curto
Ou somos nós, desesperados para dispersar
Os pensamentos sufocantes e solitários?
Eu escrevo rápido
Que é para não perder o tempo
Das minhas ideias,
Quase descompasso
Numa fração de atraso
E se vão pela janela.
Dizem que o tempo é curto
Ou será que não é a gente
Que encurta todas as tarefas
A fim de ajustar o tempo entre elas?
E então nem percebemos que fazemos
O tempo voar:
Somos pegos de surpresa,
Rindo de nervoso, perplexos
Ao nos depararmos com o deserto da Amnésia.
O que faz perceber
Que o tempo avança?
É a dança do dia com a noite?
A transição do frio para o quente (vice-versa)
Repetidamente?
As folhas do galho caindo,
A renascer logo mais em setembro?
Não será, talvez, um tic do tempo
Preso num looping sem fim?
Estou correndo demais
Na roda do rato.
O tempo não é rápido,
Ele está parado no mesmo Cenário
E nós fazendo esta cena toda,
Com as luzes dos holofotes queimadas há tempos e
Tempos.
Assim como a noite e o dia
Fazem parte da mesma luz,
As estações formam o mesmo habitat
Para a vida
E os movimentos são
Uma só manifestação
Dentro do Espaço desconhecido,
Em tamanho e funcionamento,
Que nos dá a sensação de temporalidade
Por não contemplarmos
Suas complexidades!?
Estamos sob controle da nossa própria criação
Selvagem.
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