Como funciona a nossa memória?

Você sabe qual é o gosto de uma laranja? Ou qual é a cor da capa do Super-Homem? O cheiro de uma rosa? Qual a música tema de Guerra nas Estrelas? Qual é a sua sensação ao pisar em uma rocha? Para responder a essas perguntas, você precisou usar diferentes tipos de memória, pois ela é um mecanismo complexo que usamos constantemente sem nos darmos conta. Tente lembrar destas perguntas, pois as utilizaremos mais tarde.

A memória é importante para a aprendizagem e foi crucial para o desenvolvimento do ser humano, na medida em que nos possibilitou guardar informações, associá-las a outras existentes e utilizá-las no momento em que sentíssemos necessidade. Ela pode ser definida como uma mudança mais ou menos permanente das relações do organismo com o seu meio, que acontece como resultado da prática, da experiência e/ou da observação. A memória também consiste em um sistema responsável pelo armazenamento, processamento e recuperação das informações obtidas exteriormente, sendo normalmente dividida em três fases: codificação, armazenamento e evocação.

A codificação consiste em transformar a informação que nos chega por meio dos sentidos (tato, visão, audição, olfato e paladar) em representações mentais armazenadas. Já o armazenamento consiste em conservar esta informação durante um tempo, que varia conforme a necessidade de se reter essa informação e a evocação é a recuperação da informação previamente armazenada.

A figura abaixo demonstra alguns dos tipos de memória e a área do cérebro responsável pelo seu processamento — Perceba que algumas delas foram necessárias para que você pudesse responder as perguntas feitas no início deste artigo — o que nos mostra a complexidade de nosso cérebro e a variedade de informações que ele é capaz de armazenar sem nos darmos conta.

Lembra-se das perguntas feitas no início do artigo? Se você está tentando lembrá-las, provavelmente vai notar que conseguiu lembrar de apenas algumas, e não todas.Isto ocorre devido às maneiras de evocação da memória, que podem ser de curto prazo (também denominado memória de trabalho), a longo prazo e sensorial. A memória sensorial registra as sensações e permite explorar as características das informações assim que elas chegam. Já a memória de curto prazo retém a informação por pouco tempo (cerca de 30 segundos), costuma armazenar até sete itens e processa os dados que se utilizam de forma consciente para responder aos problemas que nos são apresentados. A memória que você utilizou para lembrar-se das perguntas foi a de curto prazo, pois a informação ainda é recente e a memória de longo prazo precisa de um esforço do organismo para ser evocada e transferida para a memória de curto prazo, exige técnicas e mecanismos treinados consciente ou inconscientemente para a sua evocação. A memória de longo prazo não possui limites de armazenamento e de duração e é responsável por armazenar percepções, os sentimentos e as ações do passado. Existem algumas técnicas que nos ajudam a memorizar mais itens, o vídeo abaixo e um exemplo de uma destas técnicas. Com a ajuda de um psicólogo, é possível realizar testes de memória como o Mini Exame do Estado Mental e o Teste do Desenho do Relógio, utilizados para a detecção de problemas cognitivos e doenças como o Alzheimer. Ele também pode auxiliar no aprendizado de técnicas mnemônicas que contribuam para um melhor aproveitamento da memória.

O vídeo abaixo apresenta algumas dicas para melhorar a nossa capacidade de memorização:

Fonte:

CHAVES, Márcia L. F.. Memória humana: aspectos clínicos e modulação por estados afetivos. Psicol. USP [online]. 1993, vol.4, n.1–2, pp. 139–169.

CASTRO, Elisa. Memória e Aprendizagem: Aquisição e Retenção de Saberes. 2005. 15 f. Monografia (Especialização) — Curso de Educação, Tecnologia Educativa, Braga, 2005.

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